Furacão Matthew toca em terra no Haiti com força devastadora

Em Porto Príncipe

  • Hector Retamal/AFP

    Mulher se protege da chuva com pedaço de plástico após a chegada do furacão Matthew em Porto Príncipe, no Haiti

    Mulher se protege da chuva com pedaço de plástico após a chegada do furacão Matthew em Porto Príncipe, no Haiti

O furacão Matthew tocou em terra com sua força devastadora nesta terça-feira (4) no Haiti, onde já deixou dois mortos e um desaparecido.

Matthew chegou pela cidade de Anglais com ventos máximos de 230 km/h, informou o Centro Nacional de Furacões (CNH) dos Estados Unidos.

Antes de chegar, o furacão mais ameaçador em uma década já golpeava com fúria o sul do Haiti, enquanto grandes ondas causaram inundações costeiras, piorando as já precárias construções do país mais pobre das Américas.

Devido aos fortes ventos, as equipes ainda não conseguiram chegar às zonas afetadas para avaliar os danos.

Segundo equipes de socorro, mais de 6 mil pessoas foram evacuadas para abrigos temporários.

Agentes da Defesa Civil tentam convencer os moradores que se negam a deixar seus pertences nas zonas mais vulneráveis, entre elas Cité Soeil, um dos bairros mais pobres e densamente povoados, e Cité L'Eternel, no litoral.

Uma mulher doente morreu durante a madrugada desta terça em Port-Salut e, na noite de sexta, um pescador morreu quando sua embarcação naufragou no litoral sul.

Outro homem também desapareceu no, no sul do país.

Milhares de pessoas ainda vivem em barracas de campanha no Haiti, desde o devastador terremoto de 2010.

Depois do Haiti, Matthew deve passar por Cuba e Bahamas na noite desta terça ou madrugada de quarta.

Os prognósticos indicam que Matthew provocará entre 40 e 60 cm de chuvas no sul do Haiti e, inclusive, mais de 100 cm em zonas pontuais.

Na República Dominicana, o Centro de Operações de Emergências (COE) reportou 8.546 pessoas evacuadas em Santo Domingo e em províncias na fronteira com o Haiti.

Na Jamaica, exército e reservistas acompanham as operações de emergência e evacuação das pessoas em áreas mais vulneráveis.

O presidente cubano Raúl Castro, por sua vez, viajou a Santiago de Cuba para coordenar os planos de emergência, informou o jornal "Granma".

Os Estados Unidos já evacuaram o pessoal não essencial e suas famílias da base naval de Guantánamo (Cuba).

O furacão poderá, inclusive, atingir o sudeste dos Estados Unidos, e por isso os governos da Flórida e Carolina do Norte já decretaram estado de emergência.

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