Relatório conclui que gás sarin foi utilizado em ataque químico na Síria

Em Haia

Amostras extraída de dez vítimas do ataque contra a cidade síria de Khan Sheikhun demonstram de maneira indiscutível que elas foram expostas a gás sarin, afirmou nesta quarta-feira (19) o chefe da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ).

"As amostras indicam uma exposição ao sarin ou a substâncias similares ao sarin. Os resultados analíticos obtidos são indiscutíveis", declarou Ahmet Uzumcu, chefe da OPAQ.

O ataque de 4 de abril em Khan Sheikhun, na província de Idlib (noroeste da Síria), resultou em 87 mortos, incluindo inúmeras crianças. 

A OPAQ conseguiu amostras de três das vítimas e as analisou em dois laboratórios, explicou Uzumcu ante o Comitê Executivo da organização. Outras mostras de sete pessoas hospitalizadas também foram analisadas em outros dois laboratórios.

Uma missão da OPAQ, organização criada em 1997 pelos Estados, que assinaram a Convenção para a Proibição de Armas Químicas, está pronta para ir ao local dos fatos se a situação de segurança permitir, explicou.

 

 

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