Em uma semana, Uruguai tem quase 50% mais inscritos para comprar maconha

Em Montevidéu

  • Nicolás Celaya/Xinhua

    19.jul.2017 - Consumidor exibe maconha comprada legalmente em farmácia em Montevidéu, no Uruguai

    19.jul.2017 - Consumidor exibe maconha comprada legalmente em farmácia em Montevidéu, no Uruguai

O número de inscritos para comprar maconha produzida sob controle estatal nas farmácias do Uruguai aumentou quase 50% em uma semana, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (IRCCA).

O total de "adquirentes", como são denominadas as pessoas inscritas no registro oficial, que permite o acesso a 40 gramas da erva por mês com fins recreativos, subiu para 7.343, em comparação com os 4.959 registrados na última quarta-feira, quando começou a comercialização do produto.

As 16 farmácias que se interessaram e se registraram para vender cannabis produzida por empresas privadas sob controle do Estado tiveram que repor o estoque de maconha estatal várias vezes desde 19 de julho.

Desde essa data, o número de inscritos autorizados a comprar até 10 gramas da erva por mês aumentou 48%.

O Uruguai começou há uma semana a vender em farmácias a maconha produzida por privados em prédios sob vigilância do Estado, que também monitora a qualidade do produto.

O país regulou por lei em 2013 o acesso à cannabis com fins recreativos, e a venda em farmácias é a última etapa neste processo.

A norma habilita três mecanismos para acessar a cannabis: o cultivo doméstico, o cultivo cooperativo em clubes e a compra em farmácias.

A droga é vendida em embalagens de cinco gramas e em duas variedades. O preço é de 1,30 dólares o grama no câmbio atual.

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