Escravidão na Líbia motiva acordo internacional para evacuações emergenciais

Abidjan, 29 Nov 2017 (AFP) - Dirigentes de nove países europeus e africanos, entre eles a Líbia, assim como a ONU, a União Europeia, a União Africana, decidiram realizar "operações de evacuação de urgência nos próximos dias ou semanas" de migrantes vítimas de traficantes de pessoas na Líbia, anunciou o presidente francês, Emmanuel Macron, nesta quarta-feira.

Esta decisão foi tomada durante "uma reunião com a UE, a UA, a ONU, Alemanha, Itália, Espanha, Chade, Níger, Líbia, Marrocos e Congo", afirmou Macron à imprensa, à margem da cúpula Europa-África em Abidjan.

Na reunião, solicitada pela França, os dirigentes "decidiram uma ação de extrema urgência para evacuar da Líbia quem quiser ser evacuado", acrescentou.

"A Líbia reiterou seu acordo para identificar os acampamentos onde foram cometidos atos bárbaros. O presidente Sarraj deu seu aval para que se garanta o acesso", informou.

"Se decidiu por parte da UE, da UA e das Nações Unidas um apoio crescente à OIM (Organização Internacional de Migrações) para ajudar o retorno dos africanos que quiserem a seus países de origem.

A rede CNN exibiu imagens de um leilão de migrantes como escravos na Líbia, provocando indignação internacional.

Muitos chefes de Estado presentes na cúpula de Abidjan pediram nesta quarta-feira uma intervenção para acabar com esta situação.

A pobreza e o desemprego "jogam dezenas de milhares nas estradas que os levam à morte e à escravidão. Dirijo-me a vocês horrorizado e assombrado pelas imagens de migrantes africanos vendidos em leilão na Líbia", disse Moussa Faki Mahamat, presidente da Comissão da União Africana.

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