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Trump planeja separar famílias para desencorajar imigração ilegal

22/12/2017 17h26

Washington, 22 dez 2017 (AFP) - O governo do presidente Donald Trump analisa a possibilidade de separar os filhos menores de seus pais para desestimular as famílias em entram ilegalmente nos Estados Unidos, informa nesta sexta-feira a imprensa americana.

O departamento americano de Segurança Interna (DHS, sigla em inglês) "examinou mudanças de procedimentos, de política e de regulação" para enfrentar a imigração clandestina, e algumas medidas "foram aprovadas", admitiu Tyler Houlton, porta-voz do DHS, sem dar detalhes.

Vários funcionários do DHS, dos serviços de Imigração (Immigration and Customs Enforcement, ICE) e da Casa Branca revelaram de forma anônima aos jornais Washington Post e New York Times que uma das propostas é dirigida às famílias.

Atualmente, a presença de menores limita legalmente a capacidade dos serviços migratórios para manter as famílias em centros de detenção, de forma que pais e filhos geralmente são liberados rapidamente, com a obrigação de se apresentar regularmente a um juiz.

A proposta estaria dirigida a separar os pais dos filhos para poder manter os adultos nos centros de detenção, entregando as crianças aos serviços sociais.

Em março passado, o atual chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, que na época era secretário de Segurança Interna, se referiu à medida: "trataremos bem estas crianças enquanto nos ocupamos de seus pais".

Na época, houve grande indignação e a ideia foi descartada, enquanto a nova administração parecia cumprir seus objetivos com uma queda recorde da entrada de imigrantes ilegais nos Estados Unidos, mas as detenções na fronteira voltaram a crescer em novembro.

Outra proposta citada por New York Times e Washington Post estaria ligada aos menores que entram ilegalmente no país sozinhos e são entregues aos cuidados de parentes que já estão nos EUA.

Neste caso, a ideia é reforçar os controles sobre os parentes que recebem estes jovens, com repercussões legais para adultos em situação ilegal, segundo New York Times.