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Justin Trudeau se defende de acusação de conduta sexual inapropriada em entrevista

Trudeau responde a repórteres após se encontrar com o premiê de Ontário - Chris Young/The canadian Press/AP
Trudeau responde a repórteres após se encontrar com o premiê de Ontário Imagem: Chris Young/The canadian Press/AP

Ottawa

05/07/2018 19h59

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, que enfrenta uma acusação de conduta sexual inapropriada em um caso ocorrido há 18 anos, se defendeu mais uma vez nesta quinta-feira (5).

"Não sinto que tenha agido de maneira inapropriada, mas respeito que alguém mais o tenha vivido de maneira diferente", declarou Trudeau.

O premier foi questionado sobre o assunto após uma entrevista em Toronto com o novo primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, sobre uma acusação de que teria se comportado de maneira inapropriada com uma jornalista durante um festival de música em 2000, na Colúmbia Britânica.

Pouco depois, um artigo não assinado em um jornal local acusou Trudeau, que tinha 28 anos na época e não ocupava um cargo público, de ter passado a mão em uma jornalista. O texto não mencionava a jornalista e não dava mais detalhes sobre a acusação contra Trudeau.

Uma publicação do Creston  Valley  Advance afirmava que Trudeau se desculpou dizendo que teria sido mais prudente se soubesse que a jornalista trabalhava para um veículo nacional.

O primeiro-ministro, que insiste em seu apoio ao feminismo, reagiu no domingo (1º) pela primeira vez à acusação, que ressurgiu recentemente, declarando que "não recordava de nenhuma interação negativa naquele dia.

Nesta quinta (5), perguntaram a Trudeau se investigaria o caso, com base na tolerância zero com as agressões sexuais adotada em seu governo e seu partido.

O primeiro-ministro não respondeu diretamente à pergunta, mas repetiu que estava convencido de que não agiu de maneira inapropriada. Assinalou que "não há só uma versão" neste tipo de caso e que a sociedade deve refletir sobre o assunto.

"Muitas vezes um homem pode considerar uma interação benigna ou apropriada e uma mulher, especialmente em um contexto profissional, pode vivê-la de maneira diferente. Temos que respeitar isso", afirmou.

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