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Noruega diz que acordo EFTA-Mercosul inclui gestão sustentável da Amazônia

Vista áerea de área desmatada na Amazônia, nos arredores de Humaitá (AM) - 22.ago.2019 - Ueslei Marcelino/Reuters
Vista áerea de área desmatada na Amazônia, nos arredores de Humaitá (AM) Imagem: 22.ago.2019 - Ueslei Marcelino/Reuters

Em Oslo

24/08/2019 11h49

A Noruega, membro da EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio), formada por quatro países que não pertencem à UE, afirmou hoje que o acordo comercial alcançado com o Mercosul traz garantias à preservação da Amazônia.

O ministro da Economia da Noruega, país que ocupa neste segundo semestre a presidência rotativa da EFTA, confirmou o acordo anunciado no dia anterior pelo presidente Jair Bolsonaro, muito criticado por sua gestão da onda de incêndios na floresta amazônica.

"Uma questão importante (nas negociações) foi a gestão sustentável dos bosques e florestas. Todas as partes se comprometem a combater o desmatamento ilegal e proteger os direitos dos povos autóctones", afirmou Torbjorn Roe Isaksen durante uma coletiva de imprensa em Oslo.

O acordo, que ainda precisa ser aprovado pelos governos e parlamentos dos países signatários, "cumpre os desejos da Noruega de uma gestão sustentável, concretamente da Amazônia", acrescentou Torbjorn Roe Isaksen, de acordo com a agência norueguesa NTB.

O Ministério da Economia norueguês também afirmou em um comunicado que o texto prevê "um compromisso recíproco de respeitar os objetivos do Acordo de Paris sobre o Clima" de 2015.

Noruega, Islândia, Suíça e Liechtenstein integram a EFTA, enquanto o Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Este tratado comercial chega dois meses depois de que a UE e o Mercosul chegaram a um acordo de livre comércio, que ainda deve ser ratificado.

Na sexta, a França e a Irlanda ameaçaram vetar este pacto, devido à gestão de Bolsonaro dos incêndios na floresta amazônica.

Em uma coletiva de imprensa anterior à cúpula do G7 em Biarritz (França), o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, considerou neste sábado "dificilmente imaginável" a ratificação do acordo UE-Mercosul enquanto a Amazônia continuar queimando.

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