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Congresso do Peru dá voto de confiança ao governo em meio à pandemia

29/05/2020 18h21

Lima, 29 Mai 2020 (AFP) - O governo peruano obteve nesta sexta-feira (29) um voto de confiança do Congresso, que aprovou o informe de política nacional exposto pelo primeiro-ministro Vicente Zeballos, durante sessão celebrada virtualmente pela pandemia do novo coronavírus.

A apresentação de Zeballos é a primeira de um chefe de gabinete ministerial desde que o presidente Martín Vizcarra dissolveu constitucionalmente o Congresso em setembro de 2019 e convocou novas eleições legislativas, pondo fim a recorrentes choques de poderes.

Um total de 89 legisladores votaram a favor da moção de confiança e 35 contra, enquanto quatro se abstiveram, segundo votação transmitida pela mídia.

Parte dos legisladores votou presencialmente no Congresso, mas a maioria o fez de casa devido às medidas de segurança sanitárias vigentes devido ao risco de contágio da COVID-19.

A exposição e o debate duraram mais de 12 horas, durante as quais Vicente Zeballos, junto com seu gabinete, explicou no Congresso as ações tomadas pelo governo desde o fim de 2019 e também nas previstas até o fim de sua gestão, em junho de 2021.

O primeiro-ministro ressaltou que o governo pretende junto ao Congresso, onde carece de bancada parlamentar, "chegar a acordos que nos permitam enfrentar a grave crise gerada pela pandemia".

Zeballos defendeu "construir uma agenda de curto, médio e longo prazo que nos permita reativar a economia, abordar uma agenda social em conjunto e retomar o caminho do desenvolvimento".

O debate se concentrou na estratégia do governo contra o coronavírus, que castiga o país sem trégua desde 6 de março.

O Peru superou na quinta-feira os 4.000 mortos pelo novo coronavírus, totalizando mais de 141.000 casos confirmados de contágio, o que deixou os hospitais à beira do colapso.

Zeballos disse que se fortaleceu a cobertura hospitalar ao passar de cem para mil leitos em terapia intensiva.

O governo estendeu até 30 de junho o confinamento em vigor desde 16 de março, mas flexibilizou algumas restrições para reativar a economia.

Atualmente, o Congresso está pulverizado e é controlado por uma aliança de quatro partidos de centro e centro esquerda, que tomou à força a maioria da direita populista liderada por Keiko Fujimori, que tinha forçado a renúncia do presidente Pedro Pablo Kuczynski há dois anos por um escândalo de corrupção.

O Legislativo atual foi eleito em 26 de janeiro e estará em funções até 28 de julho de 2021.

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