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Bolívia destina sete milhões de dólares em biossegurança para as eleições

07/07/2020 20h46

La Paz, 7 Jul 2020 (AFP) - O Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia (TSE) divulgou nesta terça-feira (7) que destinará 7 milhões de dólares para ações de biossegurança nas eleições de 6 de setembro, após críticas do governo por manter a data do pleito em meio ao aumento de casos de coronavírus.

O presidente do TSE, Salvador Romero, especificou que o órgão contará para biossegurança com cinco milhões de dólares do subsídio estatal aos partidos, que abriram mão desta verba devido à pandemia, e que também solicitará ao Tesouro outros dois milhões dólares.

O Congresso ainda deve aprovar a proposta do TSE para que "este ano, excepcionalmente, o financiamento público não seja entregue aos partidos" para a campanha, disse Romero.

Em seguida, a medida deve ser promulgada pela presidente interina Jeanine Áñez, que criticou a realização das eleições em meio à pandemia.

O Ministro do Governo (Interior), Arturo Murillo, declarou que Romero terá "a responsabilidade pelas infecções" no dia das eleições, por agendá-las no meio da escalada do coronavírus.

"A responsabilidade pelas mortes recai sobre ele" (Romero), afirmou o ministro.

Sem se referir a Murillo, Romero afirmou que "o sucesso do processo eleitoral em 6 de setembro é uma responsabilidade compartilhada".

Inicialmente agendadas para 3 de maio, as eleições foram adiadas devido à pandemia.

A votação foi remarcada para 6 de setembro, após um acordo entre as partidos perante o TSE.

Segundo projeções oficiais, a Bolívia deve alcançar um pico de 130.000 infecções em meados de setembro. Atualmente, o país ultrapassa os 40.000 infectados e acumula cerca de 1.500 mortes

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