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EUA proíbe entrada de três funcionários chineses por violação de direitos dos uigures

09/07/2020 15h49

Washington, 9 Jul 2020 (AFP) - Os Estados Unidos comunicaram nesta quinta-feira (9) que negará o pedido de visto para três autoridades chinesas e suas famílias devido aos "horríveis e sistemáticos abusos" contra os uigures e outros muçulmanos turcos na China.

O secretário de Estado, Mike Pompeo, afirmou que entre os funcionários impedidos de entrar no país está Chen Quanguo, secretário do Partido Comunista na região de Xinjiang, considerado o arquiteto das políticas de linha dura de Pequim contra essas minorias étnicas e religiosas.

"Os Estados Unidos não ficarão sem fazer nada enquanto o PCC (Partido Comunista Chinês) pratica violações dos direitos humanos contra uigures, cazaques étnicos e membros de outros grupos minoritários em Xinjiang", afirmou Pompeo em comunicado.

Entre as autoridades a quem será negada a entrada no país estão Chen Quanguo, secretário do Partido Comunista da região de Xinjiang, considerado o arquiteto das duras políticas de Pequim contra essas minorias étnicas e religiosas.

Wang Mingshan, diretor do Departamento de Segurança Pública de Xinjiang, e Zhu Hailun, ex-líder comunista da região, também foram afetados pelas sanções.

As sanções do Departamento do Tesouro criminalizam as transações financeiras com qualquer um desses três cidadãos chineses e uma quarta pessoa, Huo Liujun, um ex-oficial de segurança que não foi alvo da restrição de visto.

Segundo testemunhas e organizações de direitos humanos, a China submeteu mais de um milhão de uigures e outras minorias muçulmanas a uma campanha de lavagem cerebral em centros de detenção em massa, com o objetivo de homogeneizar seus integrantes dentro da maioria Han.

Pequim nega essas acusações e fala em centros de treinamento profissional, cujo objetivo é que essa população encontre emprego e não caia no extremismo ou no terrorismo, uma ameaça que diz compartilhar com os Estados Unidos.

Em uma entrevista coletiva, Pompeo disse nesta quinta-feira que a situação desses grupos na China configura "a mancha do século" e, em outras ocasiões, ele a comparou ao holocausto judeu nas mãos do regime nazista.

As sanções contra funcionários vêm em um clima de tensão em várias frentes entre as duas potências mundiais, incluindo questões comerciais, soberania de Hong Kong e a nova pandemia de coronavírus.

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