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Explosão a bordo de petroleiro grego em porto saudita; sem feridos

25/11/2020 17h38

Atenas, 25 Nov 2020 (AFP) - Uma explosão ocorreu na madrugada desta quarta-feira (25) em um petroleiro grego, o "Agrari MT", no porto de Al Shuqaiq, na Arábia Saudita, sem causar feridos, e as autoridades sauditas asseguraram que se tratou de um ataque de rebeldes iemenitas huthis.

O dono do petroleiro grego, com bandeira maltesa, informou que o "Agrari MT" foi "atacado" quando se preparava para deixar o porto, no sul da Arábia Saudita.

"O Agrari foi atingido um metro acima de sua linha de flutuação e (a explosão provocou) um buraco", acrescentou o TMS Tankers, com sede na Grécia.

"Confirmou-se que a tripulação está sã e salva e que ninguém ficou ferido", segundo o TMS.

"A explosão ocorreu às 3h00 locais (21h de terça, hora de Brasília), mas as causas não foram identificadas", disse a assessoria de imprensa do ministério da Marinha à AFP, após destacar que 25 membros da tripulação estavam a bordo do navio de bandeira maltesa, incluindo sete gregos.

"A tripulação se encontra em bom estado de saúde", destacou um responsável da assessoria de imprensa do ministério.

O petroleiro pertencia à empresa "Economou group of companies" e não tinha carga no momento da explosão, de acordo com a mesma fonte.

A polícia saudita abriu uma investigação sobre as causas da explosão.

A guarda costeira saudita subiu a bordo do navio danificado, acrescentou a TMS Tankers.

A coalizão militar que intervém no Iêmen, encabeçada pelos sauditas, informou que o incidente ocorreu quando uma embarcação carregada de explosivos lançada pelos huthis foi interceptada e destruída.

O petroleiro foi danificado por estilhaços provenientes do "barco cheio de explosivos", informou a coalizão, citada pela emissora de TV pública saudita Al Ekhbariya.

"Os atos hostis da milícia huthi ameaçam (...) o comércio mundial", acrescentou sem dar mais detalhes.

Até o momento não houve reações dos huthis a estas afirmações.

As autoridades sauditas tinham condenado na segunda-feira um "ataque terrorista" dos huthis após o disparo de um míssil contra um sítio petroleiro em Jedá, no Mar Vermelho.

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