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11 meses

EUA iniciam vacinação contra covid-19 e França começa testes em larga escala

Pfizer indica que 20 aviões transportarão as vacinas a cada dia para os EUA - Divulgação
Pfizer indica que 20 aviões transportarão as vacinas a cada dia para os EUA Imagem: Divulgação

14/12/2020 10h32Atualizada em 14/12/2020 12h13

O governo dos Estados Unidos inicia hoje uma ampla campanha de vacinação contra a covid-19, após preparativos de urgência durante o fim de semana, ao mesmo tempo em que, na Europa, a França adota a estratégia de testes em larga escala em algumas cidades e a Alemanha prepara um confinamento parcial.

Em um ano, a pandemia matou mais de 1,6 milhão de pessoas no mundo e infectou mais de 72,1 milhões, de acordo com um balanço da AFP.

Nos Estados Unidos, país mais afetado do planeta, o número de mortos se aproxima de 300.000, com mais de 16,2 milhões de contágios. No fim de semana, a vacina da Pfizer/BioNTech começou a ser enviada para hospitais e outros locais, em caixas refrigeradas a -70ºC, a partir da fábrica da Pfizer no Michigan.

O laboratório indica que 20 aviões transportarão as vacinas a cada dia. "As vacinas foram enviadas e estão a caminho", celebrou no domingo o presidente Donald Trump no Twitter.

O governador do Kentucky, Andy Beshear, anunciou que seu estado será o primeiro a vacinar, menos de 72 horas depois da autorização da agência reguladora americana para o uso emergencial da vacina Pfizer/BioNTech.

O país pretende vacinar 20 milhões de pessoas até o fim do ano e 100 milhões até o final de março.

A urgência é cada vez maior: as infecções dispararam, com 1,1 milhão de novos casos confirmados nos últimos cinco dias nos Estados Unidos.

O país foi o sexto a aprovar a vacina da aliança Pfizer/BioNTech, depois de Reino Unido, Canadá, Bahrein, Arábia Saudita e México.

A Agência Europeia de Medicamentos deve emitir uma opinião sobre o produto até o fim do mês.

No continente, os temores aumentam com o fim do ano e a segunda onda, que acelera na Alemanha e Itália.

Testes

A França inicia esta semana uma estratégia de testes em larga escala em algumas áreas urbanas com a esperança de controlar a epidemia, que provocou mais de 57.900 mortes e mais de 2,3 milhões de contágios no país, e pensando em uma futura flexibilização do confinamento.

A estratégia emula a aplicada em Liverpool, no Reino Unido, no início de novembro e que teve um balanço considerado positivo.

A Alemanha, onde a pandemia "está fora de controle", nas palavras do chefe de Governo da Baviera, Markys Söder, decretou um confinamento parcial a partir de quarta-feira e até 10 de janeiro, com o fechamento de estabelecimentos comerciais não essenciais e escolas. O país registra mais de 13 milhões de casos e quase 22.000 mortes.

Na Suíça, o diretor do principal hospital de Zurique pediu restrições. O jornal SonntagsZeitung informou que cinco hospitais universitários do país expressaram "grande preocupação" ao ministro da Saúde.

A Itália, quinto país do mundo mais enlutado pela pandemia, atrás de Estados Unidos, Brasil, Índia e México, registrou 484 mortes em 24 horas, o que elevou o balanço para 64.520 vítimas fatais, com mais de 1,8 milhão de casos.

A Lituânia vai fechar a maior parte do comércio a partir de quarta-feira. A primeira-ministra Ingrida Simonyte afirmou que os números do país são "terríveis e tristes".

Na África, o deputado líbio faleceu vítima da covid-19 no Marrocos, para onde viajou para participar de diálogos que pretendiam tirar seu país do caos.

Na Nigéria, ao menos 26 generais testaram positivo para o novo coronavírus - um deles faleceu - depois que participaram de uma conferência em Abuja, informou o Exército.

- "Bolha" para viagens -Depois fechar as fronteiras em março, a Nova Zelândia anunciou que espera criar uma "bolha" de viagens com a Austrália no primeiro trimestre de 2021, desde que nenhum dos dois territórios registre uma nova onda epidêmica em larga escala.

"Nossa intenção é estabelecer uma data depois do Ano Novo para o início das viagens sem quarentena, após resolvermos os últimos detalhes", disse a primeira-ministra Jacinda Ardern.

A eficácia da resposta da Nova Zelândia à pandemia foi aclamada em nível internacional: o país registrou oficialmente apenas 25 mortes.

Na Coreia do Sul, que também foi elogiada como um modelo de combate à pandemia há alguns meses, a situação piora, com 1.030 novos casos reportados no domingo, superando o recorde diário do país.

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