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2 meses

Blinken pede a presidente tunisiano respeito à democracia

26/07/2021 19h29

Washington, 26 Jul 2021 (AFP) - O secretário de Estado americano, Antony Blinken, falou por telefone nesta segunda-feira (26) com o presidente da Tunísia, Kais Saied, para instá-lo a respeitar a democracia depois de ter destituído o governo em seu país, informou o Departamento de Estado.

O chefe da diplomacia americana "incentivou o presidente Saied a se apegar aos princípios da democracia e dos direitos humanos, que são a base do governo na Tunísia", acrescentou o Departamento de Estado em um comunicado.

Blinken também prometeu o apoio dos Estados Unidos à economia da Tunísia e à luta contra a convid-19, um fator-chave nos protestos que eclodiram em todo o país e levaram Saied a depor no domingo o primeiro-ministro e suspender o Parlamento.

O governo de Joe Biden, que considera a promoção da democracia uma prioridade, expressou anteriormente alarme com a situação no país onde surgiu a "Primavera Árabe", em dezembro de 2010.

"Estamos preocupados com os acontecimentos na Tunísia", afirmou a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki. "Apelamos à calma e apoiamos os esforços tunisianos para avançar em linha com os princípios democráticos".

Perguntada durante uma coletiva de imprensa se Washington acreditava que se tratou de um golpe de Estado, Psaki disse que se trata de uma "definição legal" examinada pelo Departamento de Estado.

Os Estados Unidos são obrigados por lei a interromper a ajuda direta a governos que chegaram ao poder derrubando líderes eleitos democraticamente.

Esta norma levou Washington a recorrer algumas vezes a eufemismos quando não quer deter a assistência, como quando o então chefe militar do Egito, Abdel Fatah al Sisi, depôs um governo islamita eleito em 2013.

"A Tunísia não deve desperdiçar seus feitos democráticos. Os Estados Unidos vão continuar ao lado da democracia da Tunísia", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price.

Ele acrescentou que os Estados Unidos estão "preocupados" com o fechamento de redações de meios de comunicação e pediu respeito estrito "à liberdade de expressão e outros direitos civis".

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