Mutirão contra Aedes aegypti em Fortaleza envolve agentes de endemias e Exército

Mais de 500 agentes de endemias se juntaram hoje (29) a 200 militares do Exército para um mutirão contra o Aedes Aegypti em Fortaleza. Em equipes, eles saíram de casa em casa nos bairros Praia do Futuro I e II para eliminar focos e orientando os moradores sobre como manter a casa livre do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e vírus Zika. Esta é a primeira atividade do Exército Brasileiro em Fortaleza no combate ao vetor das doenças.

A casa da bióloga e professora Priscila Carvalho Holanda foi uma das primeiras visitadas. Adepta da permacultura (sistema de design para criação de ambientes humanos sustentáveis e produtivos), ela mantém diversas plantas no quintal e reaproveita a água cinza (água de banho e da lavagem de louça e roupa) para cultivar novas mudas.

Os agentes de endemias e os oficiais do Exército verificaram os vasos e também olharam atrás da geladeira da casa, que tinha uma bandeja para reter a água do descongelamento.

"Não encontramos nenhum foco. Somente orientamos para colocação de tela na caixa d'água e quintal limpo. Em outras casas, esse é um dos principais problemas, pois, às vezes, os moradores esquecem garrafas e copos descartáveis", informou a supervisora Nadja Barros, da Secretaria Municipal da Saúde.

Na casa de Priscila, moram sete pessoas. Segundo ela, a filha já teve dengue e a preocupação atual é com os netos e com a sobrinha, que está grávida. A infecção pelo vírus Zika está relacionada com a ocorrência de microcefalia, doença que provoca o desenvolvimento inadequado do cérebro de bebês.

"Estamos em guerra contra o mosquito. Todos devemos nos unir nessa causa e combater os focos em, além de formar grupos para procurar na rua. Há muito lixo espalhado e cada ponto é um possível foco, principalmente nessa época de chuva."

De acordo com o chefe da Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde de Fortaleza, Nélio Morais, os agentes de endemias e os oficiais do Exército visitarão todas as mais de 7 mil casas das praias do Futuro I e II.

"O mutirão é uma estratégia para fortalecer as ações de controle em bairros com altos índices de infestação do mosquito e com maior concentração de casos de dengue." Conforme Nélio Morais, em 2015 foram notificados mais de 450 casos de dengue nos dois bairros.

Para começar os trabalhos de combate ao Aedes Aegypti, os 200 militares do Exército envolvidos na ação passaram por diversos treinamentos técnicos e práticos. Para o major Cardoso Maia, do comando da 10ª Região Militar, a atuação da força vai ajudar, por exemplo, no acesso às residências.

"O trabalho primordial do Exército é, além de facilitar a abertura de portas, devido à credibilidade perante a sociedade, é contribuir de forma significativa com os trabalhos de conscientização dos proprietários das residências, ajudando-os a identificar os focos do mosquito."

Além do apoio aos agentes de endemias nas visitas casa a casa, o Exército também vai atuar na colocação de telas protetoras nas caixas d'água das casas cearenses. A ação integra o Plano Estadual de Enfrentamento ao Aedes aegypti, coordenado pelo governo do Ceará.

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