Projeto Roda de Palhaço visita crianças internadas em hospitais públicos do Rio

O projeto Roda de Palhaço iniciou o ano com nova formatação, buscando humanizar o ambiente hospitalar, com foco nas enfermarias pediátricas e a primeira instituição visitada hoje (29) pelos atores palhaços que integram o projeto foi o Hospital Federal dos Servidores do Estado (HSE). Amanhã (1º/3), será a vez do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), situado na Cidade Universitária, na Ilha do Governador, zona norte da capital.

O projeto é realizado por atores profissionais especializados na arte da palhaçaria. "É um pessoal com muita experiência nesse tipo de intervenção artística dentro de uma instituição hospitalar", informa o ator Guilherme Miranda, um dos idealizadores do Roda. As visitas ocorrerão durante todo o ano nos dois hospitais públicos parceiros, repetindo-se duas vezes por semana em cada unidade.

Além dos cinco palhaços que se revezam nas visitas aos pacientes mirins, o projeto tem a participação de músicos profissionais e palhaços convidados. Estão previstas também oficinas que misturam jogos e brincadeiras, destinadas às equipes de saúde, além de pessoal administrativo e de limpeza.

O objetivo, diz Miranda, é fazer com que essas pessoas possam ver os pacientes com um novo olhar, mais humanizado, substituindo a relação fria em que o doente é identificado, muitas vezes, não pelo seu nome, mas pelo mal que o aflige. Segundo Miranda, a receptividade é sempre boa: "A gente busca a humanização. Não precisa ter um nariz vermelho para você olhar para a outra pessoa, escutar de verdade. Não precisa ser palhaço"..

Uma vez por semana, os artistas do Roda de Palhaço se encontram para treinamento e intercâmbio de experiências, jogos e técnicas de improviso utilizadas. "Isso é fundamental para manter o trabalho em um nível de qualidade que a gente acredita que tem que ser", explica Guilherme Miranda.

Há 20 anos, o IPPMG foi um dos hospitais atendidos pelo projeto Doutores Palhaços, promovido pela Fundação Theodora, da Suíça. Esse grupo foi incorporado depois pela organização não governamental (ONG) Doutores da Alegria, original de São Paulo, que acabou voltando para a capital paulista após dez anos atuando no Rio de Janeiro. Entre 2009 e 2015, o grupo remanescente na capital fluminense criou o projeto Roda Gigante, que acabou desenvolvendo um projeto paralelo, que é o Roda de Palhaço.

Embora tenha foco nas crianças hospitalizadas, o Roda de Palhaço realizar no carnaval um bloco denominado Breque no Piripaque, que passeia por outras alas das instituições. Miranda acrescenta, porém, que se houver uma solicitação para que o grupo vá a outro lugar dos hospitais, e existindo disponibilidade, isso será feito, sem problema. O Roda de Palhaço tem patrocínio de várias instituições públicas e privadas, entre as quais a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e a Universidade Estácio.

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