Suspeito de organizar ataques de Paris quer ser extraditado para a França

O homem suspeito de organizar os ataques terroristas de novembro de 2015 em Paris, detido sexta-feira (25) em Bruxelas, quer ser extraditado "rapidamente" para a França a fim de enfrentar as acusações de que é alvo, informou hoje (24) o advogado da defesa.

"Salah Abdeslam disse-me que quer ir para a França o mais rapidamente possível. Vou pedir ao magistrado da investigação que não se oponha à sua partida", afirmou Sven Mary, em declarações à Rádio Europe 1.

Até lá, acrescentou, Abdeslam "permanecerá calado" e "não colaborará" com as autoridades belgas na investigação do atentado de terça-feira em Bruxelas.

Após a detenção, o advogado de Abdeslam assegurou que o seu cliente estaria disponível para colaborar com a Justiça e que iria opor-se à extradição para a França, decisão entretanto alterada.

Sven Mary explicou que, terça-feira, os investigadores do atentado de Paris falaram com Abdeslam. Depois disso, o suspeito pediu para vê-lo com urgência, quando comunicou a decisão de aceitar a extradição para a França.

O suspeito não deu declarações aos investigadores quando compareceu, no sábado, perante um juiz.

Sven Mary está, desde hoje de manhã, no tribunal de Bruxelas, que vai decidir se Abdeslam e outros suspeitos têm ligações com os atentados de Paris.

Abdeslam foi detido sexta-feira no bairro de Molenbeek, na capital belga, e encontra-se em uma prisão de segurança máxima.

O suspeito de envolvimento nos atentados de Paris se recupera de ferimento na perna, atingida por uma bala no momento da detenção.

O advogado de Abdeslam foi agredido quarta-feira (23) à tarde por uma pessoa que o criticou por defender o suposto terrorista.

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