Líderes da base e da minoria defendem aprovação de medidas provisórias

Iolando Lourenço - Repórter da Agência Brasil

Brasília - O deputado André Moura se anuncia como líder do governo, em coletiva na Câmara (Antônio Cruz/Agência Brasil)

Para Moura, o objetivo é que as votações ocorram dentro da normalidasdeArquivo/Antonio Cruz/Agência Brasil

Líderes do governo interino e da oposição na Câmara defendem a aprovação, na sessão noturna de hoje (23), de duas medidas provisórias (MPs 708 e 715) que estão trancando a pauta, mas discordam sobre votações de matérias como a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da Desvinculação das Receitas da União (DRU) e do projeto que fixa uma nova meta fiscal.

Líder do governo, deputado André Moura (PSC-SE) se reuniu com os líderes de partidos da base aliada e fecharam acordo para aprovar hoje as duas MPs e a DRU, caso ela seja aprovada pela comissão especial, e amanhã (24), em sessão do Congresso Nacional, aprovar o projeto de lei que fixa a nova meta fiscal.

O projeto com os novos valores foi entregue nesta segunda-feira pelo presidente interino Michel Temer ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

"Nosso intuito é contribuir para que as votações ocorram dentro da normalidade e que a gente possa aprovar as medidas provisórias hoje e a DR, caso ela seja aprovada pela comissão especial, e amanhã aprovar a meta fiscal", disse Moura após a reunião com os líderes aliados.

O líder da minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que há acordo para votar as MPs e as urgências de projetos de lei que reajustam salários de servidores públicos.

Brasília - Deputado José Guimarães (PT/CE)fala durante discussão do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, no plenário da Câmara (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

 José Guimarães afirmou que há acordo para votar MPs e as urgências de projetos de lei que reajustam salários de servidores públicosArquivo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Segundo ele, O PT, PDT, PCdoB e PSOL farão obstrução a qualquer outra votação diferente do acordo, inclusive à nova meta fiscal.  

"Os partidos estão na obstrução política porque não reconhecem o governo ilegítimo de Michel Temer", acrescentou Guimarães.

Para Guimarães, as MPs precisam ser votadas e a disputa política não pode impedir que "votemos créditos para custear o Plano-Safra (MP 715)".

A outra MP (708) autoriza a União a reincorporar trechos da malha rodoviária federal transferidos a estados e ao Distrito Federal.

Mesmo sendo uma segunda-feira, dia em que normalmente não tem votações na Câmara, o painel eletrônico do plenário registrou a presença de 280 deputados e 310 na Casa. Para que uma matéria possa ser votada, são necessários o mínimo de 257 deputados em plenário.

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