Trabalhadores da área operacional da Eletrobras podem aderir à greve da estatal

Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil

A paralisação de trabalhadores da Eletrobras, que ocorre há três dias, poderá ter a adesão dos funcionários da área operacional da empresa, que cuidam do funcionamento das subestações de energia elétrica. Segundo o diretor da Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel), Emanuel Mendes Torres, caso a empresa não apresente uma nova proposta de reajuste, as próximas assembleias devem discutir a adesão dos funcionários operacionais da empresa à paralisação. Atualmente, trabalhadores das áreas administrativa e de manutenção estão parados.

Apesar da expectativa de paralisação, Torres descartou impactos diretos no fornecimento de energia aos consumidores. "Não tem previsão de ter um apagão por causa da nossa greve", disse o diretor, que também atua no Sindicato dos Eletricitários do Rio de Janeiro.

No entanto, o sindicalista explica que a ideia é que, aderindo à greve, os trabalhadores da área operacional não façam a troca de turnos, o que significa que um funcionário terá que trabalhar por mais tempo. "Quando você deixa um trabalhador operacional dentro de uma subestação, ele fica estressado, e tudo pode ocorrer. O sistema pode cair pelo próprio cansaço do trabalhador, mas não pela greve em si. É um rico que se corre", alertou.

Os trabalhadores da Eletrobras reivindicam reajuste de 9,28% nos salários, no auxílio-alimentação e no auxílio-creche para recompor a inflação do período. Segundo os empregados, a empresa ofereceu adiantamento de 5%, desde que os trabalhadores aceitem a mudança da data-base de maio para outubro e que a validade do acordo seja de dois anos. "Nós já recusamos essa proposta", disse Torres.

Paralisações

A greve começou na última segunda-feira (4), com uma paralisação de 72 horas. Amanhã (7) os empregados voltarão a trabalhar e se reunirão novamente na próxima sexta-feira (8) para decidir sobre novas paralisações. "Esperamos que a Eletrobras se posicione até amanhã de alguma forma, pelo menos abrindo o processo negocial. Caso ela não se posicione até sexta-feira, serão realizadas novas assembleias visando paralisações futuras", explicou o sindicalista.

A Eletrobras informou que as negociações estão paralisadas até o retorno dos empregados ao trabalho, quando então será reiniciado o diálogo.

Em nota, a empresa disse que há a garantia de um contingente mínimo de trabalhadores para a manutenção dos serviços essenciais ao fornecimento de energia elétrica. A estatal afirma ainda que vem conduzindo as negociações para buscar uma solução que atenda aos anseios de seus empregados, dentro das atuais condições econômico-financeiras da empresa. "No entanto, ainda não foi encontrada uma solução financeiramente viável para o acordo", diz o comunicado.

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