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Dilma Rousseff fará declaração depois de perder mandato

Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil

31/08/2016 14h04

Acompanhada de aliados e ex-ministros, a presidenta Dilma Rousseff acompanhou o desfecho de seu processo de impeachment no Senado no Palácio da Alvorada. Ela deve fazer em breve uma declaração à imprensa. Dilma será formalmente notificada sobre o resultado. Ela não deve responder a perguntas de jornalistas, segundo a assessoria, e focar no enfraquecimento da democracia brasileira após os senadores decidirem pela perda de mandato da presidenta afastada. Acompanham a votação ao lado de Dilma o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do PT, Rui Falcão. Entraram também no Alvorada diversos deputados petistas e do PCdoB. Ex-ministros da presidenta também estão no local: Miguel Rosetto (Trabalho), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), Jaques Wagner (Casa Civil) e Nelson Barbosa (Fazenda). "A luta vai seguir", disse o deputado e ex-ministro do Esporte Orlando Silva (PCdoB-SP) ao chegar ao Palácio do Alvorada.  Governadores petistas também vieram a Brasília para prestar solidariedade a Dilma, como o governador do Ceará, Camilo Santana. Cerca de 200 militantes da CUT e do PT assistem à sessão no Senado por meio de um telão montado em frente ao Alvorada. "A mulher resistiu 6 anos, não é agora que a gente ia abandoná - lá," disse o autônomo Jonas Fantim,  de 35 anos. Senado cassa mandato de Dilma Por 61 a 20, o plenário do Senado aprovou o impeachment de Dilma Rousseff. Não houve abstenção. A posse de Michel Temer ocorrerá ainda hoje, quando assumirá definitivamente a Presidência da República. O resultado foi proclamado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que comandou o julgamento do processo no Senado, iniciado na última quinta-feira (25).  Agora, os senadores irão decidir se Dilma perde os direitos políticos por oito anos. Fernando Collor, primeiro presidente eleito por voto direto após a ditadura militar, foi o primeiro chefe de governo brasileiro afastado do poder em um processo de impeachment, em 1992. Com Dilma Rousseff, é a segunda vez que um presidente perde o mandato no mesmo tipo de processo.