Jardim Botânico do Rio abre comemorações sobre meio ambiente

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Portal da antiga fábrica de pólvora, no Jardim Botânico, hoje entrada do parque infantilErika Tambke/Divulgação

Com jogos de memória e de tabuleiro e contação de histórias, que visam a despertar o interesse sobre a importância e preservação da Mata Atlântica, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro deu início hoje (26) às comemorações do Dia da Mata Atlântica, que transcorre amanhã (27), da Semana do Meio Ambiente (de 3 a 12 de junho) e do seu aniversário de 209 anos, que será comemorado no próximo dia 13 de junho.

A abertura da Semana do Meio Ambiente, no dia 3 de junho, será marcada por apresentações das orquestras do Projeto Villa-Lobos e as Crianças, que há nove anos beneficia jovens de comunidades de baixa renda da cidade com ações de profissionalização em música. Enquanto a orquestra filarmônica do projeto mostrará repertório de música barroca e clássica, além de composições do maestro Heitor Villa-Lobos, a Orquestra Popular Tuhu apresentará música popular brasileira. O projeto voltará a se apresentar no dia 10.

No período de 5 a 8 de junho, poderão ser feitas inscrições, no Centro de Visitantes, para as trilhas e os roteiros do Jardim Botânico. No dia 9, haverá visita guiada ao Jardim Sensorial, sem a necessidade de inscrição. No dia 11, as crianças serão brindadas com o Teatro Infantil Papa Vento. Dia 12, haverá visita guiada ao Solar da Imperatriz, com ponto de encontro no Centro de Visitantes, às 13h15. No dia do aniversário do Jardim Botânico (13), a entrada será gratuita para todos os visitantes, que assistirão à apresentação do projeto Música no Jardim.

Recado

Na avaliação do presidente do Jardim Botânico, o economista e ambientalista Sérgio Besserman Vianna, o recado a ser dado para a população brasileira durante esses eventos é que "conservação e restauração ecológica dos biomas da Amazônia, do Cerrado, da Mata Atlântica, cumprir a lei do Código Florestal, são componentes fundamentais do desenvolvimento do Brasil".

Vianna assegurou que, sem isso, não haverá desenvolvimento. Esclareceu que não se trata mais de uma questão apenas de proteger a natureza. "É uma questão ligada aos serviços para levar água à casa de todo mundo, ao combate à pobreza, às oportunidades de investimento no Brasil". Ele deixou claro que o desenvolvimento do país passa pela "conservação e restauração dos ecossistemas".

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