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Apesar da compra de combustível, prefeitura de SP mantém contingência

25/05/2018 20h21

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, determinou medidas de contingência no uso de veículos públicos até a regularização do abastecimento de combustíveis na cidade. Mesmo com a compra de 240 mil litros de óleo diesel, o sistema de transporte municipal deve operar neste fim de semana com 40% da frota, informou a São Paulo Transporte (SPTrans). Na segunda-feira (28), haverá nova avaliação dos estoques e da necessidade de mais aquisições. Segundo a prefeitura, no começo da manhã desta sexta-feria (25), 60% da frota programada entrou em circulação. Por outro lado, houve redução de 69% do transporte escolar, conforme decisão dos próprios condutores, e não por falta de combustível. A coleta de lixo orgânico e reciclável foi garantida porque as concessionárias compraram combustível suficiente para até amanhã. As empresas vão reavaliar os estoques para verificar se será possível fazer a coleta noturna amanhã (26). Os serviços de limpeza de vias e logradouros estão reduzidos. Porém, a coleta hospitalar, a limpeza pós-feiras livres e o recolhimento de animais mortos estão mantidos. De acordo com a Secretaria de Saúde, todas as unidades municipais funcionam normalmente e não houve registro de falta de medicamentos e insumos. Sobre as ambulâncias, a secretaria informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-SP) tem uma reserva de combustível para garantir o serviço até domingo. Já o estoque de combustível para o serviço de remoção de corpos é suficiente para garantir o serviço até amanhã. De manhã, o prefeito Bruno Covas decretou estado de emergência, o que permite que a prefeitura faça compras sem licitação, requisite ou apreenda bens privados, como, por exemplo, o combustível que esteja estocado em um posto.