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Campanha lançada em SP faz alerta contra câncer

O projeto social Jogando Contra o Câncer, uma campanha nacional de alerta contra a doença, foi lançado nesta quinta-feira (22) na capital paulista. A iniciativa irá realizar um jogo de futebol com a participação de atletas famosos para alertar governantes e a opinião pública para a prevenção do câncer.

Ainda sem local definido, o jogo ocorrerá em dezembro, em São Paulo, com a presença dos ex-jogadores Biro-Biro, que se destacou no Corinthians, Tonhão (Palmeiras), Jamelli (São Paulo), Derval (Santos), Capitão (Portuguesa), Zenon (Corinthians), Damião (Palmeiras), Alexandre Alves (São Paulo), Ademir da Guia (Palmeiras), Alexandre Rosa (Palmeiras) e Dinei (Corinthians).

A iniciativa do projeto é do Hemomed Instituto de Oncologia e Hematologia, entidade sem fins lucrativos, e tem apoio da Sociedade Brasileira de Cancerologia, Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia e Unaccam (União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama).

"A gente quer chamar a atenção dos nossos governantes porque não existe uma política pública direcionada ao tratamento dos pacientes. Quando os pacientes têm algum sintoma, para ele buscar uma consulta, ele leva oito meses, se der tudo certo. Depois, mais tantos meses para ele fazer os exames. Depois mais um tanto para voltar a passar com o médico", destaca a diretora de comunicação do Hemomed, Niolanda Dantas.

Segundo a campanha, atualmente, 60% dos pacientes chegam ao Sistema Único de Saúde (SUS) nos estágios três e quatro do câncer, com pouca possibilidade de cura e altos custos para os cofres públicos."O diagnóstico precoce uma importante ferramenta para salvar vidas e economizar recursos. Hoje vemos esse cenário em que o paciente não consegue marcar a consulta. A gente quer levantar essa bandeira para que realmente haja uma agenda voltada para isso", ressalta Dantas.

No Brasil, o câncer é a segunda maior causa de morte, chegando a provocar aproximadamente 600 mil casos e 240 mil vítimas por ano.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que informou o terceiro parágrafo da matéria, a instituição chama Unaccam (União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama), e não União Nacional de Combate ao Câncer de Mama. A informação foi corrigida.

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