Morte suspeita é reclassificada em portal da Secretaria de Segurança de SP

São Paulo - A importância de se ter o histórico completo de um caso fica clara ao se analisar um BO de "morte suspeita" que já é reconhecido pela Secretaria da Segurança Pública como homicídio. No entanto, aparece no Portal SSP-Transparência na categoria de "dúvidas razoáveis quanto a suicídio ou morte provocada". A decisão de especificar "morte suspeita" só foi anunciada após a reportagem revelar que o número de assassinatos em São Paulo era maior do que o divulgado.

O BO trata do assassinato de Caio Augusto Vasconcellos de Tilio, de 28 anos, morto em março de 2015. A história da vítima foi contada em reportagem, que optou por não incluir o caso entre os 21 que ficaram de fora das estatísticas de homicídio. A SSP afirma que a ocorrência consta nas estatísticas, mas que respeitou a natureza original do documento, liberando no site "exatamente como registrado".

 

Para classificar os documentos, a Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) analisou o histórico de cada boletim. O relato, porém, não fica disponível no portal e, sem ele, não é possível avaliar se o caso é de "suicídio" ou de "morte provocada". As outras categorias são "encontro de cadáver sem lesões aparentes", "morte acidental" e "morte súbita e natural".

A SSP diz que os históricos podem ser obtidos via Lei de Acesso à Informação. A subclassificação do caso de Tilio foi feita "não por dúvida quanto a suicídio", mas por ser "morte provocada". "Foi liberado o BO exatamente como registrado (morte suspeita), com a finalidade de que não fosse suprimido do banco de dados disponível à população."

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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