Com obras paradas, verba para trens e metrô tem redução de 14% em SP

Em São Paulo

  • Zanone Fraissat/Folhapress

    Atualmente, uma obra do metrô está paralisada e três estão com atrasos

    Atualmente, uma obra do metrô está paralisada e três estão com atrasos

A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, órgão do governo do Estado de São Paulo responsável pelo Metrô e pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), recebeu a menor previsão de orçamento desde o início da atual gestão do governo Geraldo Alckmin (PSDB), em 2011. Em valores atualizados, a verba para investimentos da secretaria em 2017 é 14% menor do que o Orçamento aprovado para o ano corrente.

Com uma obra paralisada por prazo indefinido (a linha 6-laranja) e três com atrasos de mais de um ano (4-amarela, 15-prata e 17-ouro), o Metrô, que é uma empresa de economia mista e tem orçamento próprio, também tem redução expressiva de previsão de investimentos.

Os dados que constam na proposta orçamentária enviada pelo governo Alckmin à Assembleia Legislativa mostram queda de 13% na previsão de gastos, de R$ 3,89 bilhões, em 2016, para R$ 2,9 bilhões no ano que vem.

A queda resulta da freada nas obras da linha 6-laranja, prevista para ligar a Brasilândia, na zona norte, à estação São Joaquim, da linha 1-azul. A previsão de gastos com o ramal caiu de R$ 1,2 bilhão, no Orçamento atual, para R$ 259 milhões para 2017.

A redução de gastos é causada pela conclusão da etapa que mais consumiria dinheiro público para esta obra: as desapropriações de imóveis que darão lugar à linha.

O ramal, no entanto, está paralisado desde o mês passado, porque o consórcio que executa o projeto por meio de uma parceria público-privada (PPP) não conseguiu financiamento para dar andamento aos trabalhos.

Também caiu 25% a previsão do governo para aquisição de novos trens para a rede metroferroviária. O recurso - inteiramente financiado por entidades como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bird) - foi de R$ 1,37 bilhão (em valores corrigidos) para R$ 1,018 bilhão para o ano que vem.

Prioridades

Por outro lado, o governo reservou mais verba de investimentos no ano que vem para a modernização das linhas já em operação. As linhas 1-azul, 2-verde e 3-vermelha devem ter R$ 210 milhões para execução de obras e outras melhorias, o que significa acréscimo de 27% ante o orçamento em vigência, ainda em valores atualizados.

No mesmo passo, a peça traz aumento das verbas para investimento em melhorias das linhas já existentes da CPTM, de R$ 402 milhões, em 2016, para R$ 629 milhões no ano que vem. A linha 11-coral, que vai até Mogi das Cruzes, é a que terá maior receita - R$ 108 milhões para 2017. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo'.

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