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Temer diz que seria "ingênuo" negar preocupação com delação da Odebrecht

O presidente Michel Temer concedeu entrevista coletiva no Palácio do Planalto - Evaristo Sa/AFP
O presidente Michel Temer concedeu entrevista coletiva no Palácio do Planalto Imagem: Evaristo Sa/AFP

Em Brasília

27/11/2016 14h31

O presidente da República, Michel Temer, reconheceu pela primeira vez em público, neste domingo (27), em entrevista coletiva, estar preocupado com os efeitos da delação da Odebrecht, que deverá atingir partidos e políticos de todas as legendas.

"Se dissesse que não há preocupação com a delação da Odebrecht, seria ingênuo. Claro que há preocupação de natureza institucional. Há preocupação, claro, não há dúvida que há", disse o peemedebista, após o anúncio, ao lado dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do veto dos poderes Executivo e Legislativo à anistia ao caixa 2.

Questionado sobre qual atitude pretende adotar, caso surjam nomes de ministros de sua gestão nas delações dos executivos da empreiteira, Temer foi cauteloso e destacou: "No tocante aos ministros, vou verificar o que vem. E, se vier, vamos verificar caso a caso."

Lua de mel

Na entrevista, o presidente da República rechaçou que tivesse ocorrido um período de "lua de mel" de seu governo com o empresariado. E, portanto, não se pode dizer que esse período tenha chegado ao fim. Na sua avaliação, o que houve "foi muito fel pela estrada". E continuou: "Houve gente que fez campanha contra, argumentativa e física."

Segundo ele, a despeito deste cenário, a confiança vem crescendo aos poucos em razão de seu governo estar adotando as atitudes corretas para isso. "Não vejo críticas à equipe econômica, eventuais resultados (na economia) se darão no segundo semestre do ano que vem, nós não estamos parados, estamos trabalhando para gerar crescimento", argumentou.