Engenheiro cita em delação propina a ex-tesoureiro do PT

De São Paulo

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    O ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira (à frente), em depoimento à Justiça

    O ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira (à frente), em depoimento à Justiça

O ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira está sendo acusado de receber R$ 200 mil em propina destinados a sua campanha para deputado federal, em 2010. A denúncia consta da delação premiada do engenheiro José Antonio Marsilio Schwarz, ligado à empreiteira Schahin, no âmbito da Operação Lava Jato.

Paulo Ferreira foi preso em 2016 na Operação Abismo, 31.ª fase da Lava Jato, que investiga propinas em obras do Cenpes (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras). No dia 2 de fevereiro, por fiança de R$ 200 mil, o ex-tesoureiro foi colocado em liberdade. Ferreira foi secretário de finanças do PT entre 2005 e 2010.

Em depoimento prestado em 31 de janeiro, o delator declarou que Ferreira procurou a empresa Schahin em março de 2010 "pedindo contribuição paralela para sua campanha". Ainda segundo Schwarz, Paulo Ferreira solicitou que o pagamento fosse feito ao escritório Oliveira Romano Sociedade de Advogados, do ex-vereador Alexandre Romano, o Chambinho, do PT. Alexandre Romano também é um dos delatores da Lava Jato.

O delator relatou que foram emitidas cinco notas fiscais no valor de R$ 74.698,22 cada. "Foram realizados pagamentos apenas em relação às notas fiscais nº 054, 085 e 093, sendo que as de nº 065 e 077 foram canceladas", afirmou à Lava Jato.

O engenheiro afirmou ainda que procurou o então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, a quem informou que a Schahin havia "doado valores para a campanha de Paulo Ferreira e que entendiam que esse pagamento seria considerado pela empresa como parte das contribuições frequentes que eram feitas ao Partido dos Trabalhadores". "João Vaccari Neto escutou e anuiu com essa situação", afirmou o delator.

O acordo de delação premiada de Schwarz foi homologado em 8 de fevereiro. Pelo contrato, o engenheiro deverá pagar multa de R$ 500 mil, em quatro parcelas de, no mínimo, R$ 125 mil.

Outro lado

A defesa de Paulo Ferreira, por meio do advogado Elias Mattar Assad, declarou que o conteúdo da delação não atinge nem compromete a defesa do seu cliente.

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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