Prisão deve ser o último recurso, diz Jucá sobre Geddel

Thiago Faria e Julia Lindner

Brasília

  • Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

    Jucá (e) e Geddel (d) eram ministros e homens fortes do governo Temer, mas caíram do ministério após denúncias

    Jucá (e) e Geddel (d) eram ministros e homens fortes do governo Temer, mas caíram do ministério após denúncias

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), evitou nesta segunda-feira (3) comentar a prisão do ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). Ele, no entanto, disse que vê a prisão como "último recurso" em um processo.

"Acho que a prisão deve ser o último recurso, mas não conheço o processo, então prefiro não comentar", disse Jucá.

Questionado se via a prisão do ex-ministro como mais um motivo para enfraquecer o governo politicamente, Jucá minimizou. "Isso (denúncias) não pode ser encarado como a única pauta. É preciso tocar o país", afirmou.

Geddel foi preso na tarde desta segunda-feira pela Polícia Federal em processo relacionado à Operação Cui Bono. A decisão foi do juiz Vallisney de Souza, titular da 10ª Vara Federal de Brasília. O mandado é de prisão preventiva, quando não há prazo para a soltura.

A operação investiga irregularidades na liberação de créditos da Caixa, banco estatal no qual Geddel ocupou a Vice-presidência de Pessoa Jurídica (2011-2013). Geddel foi ministro da Secretaria de Governo de Temer. As investigações da Polícia Federal e do MPF (Ministério Público Federal) apontam que Geddel e o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) atuaram na liberação de ao menos R$ 1,2 bilhão em empréstimos para empresas, em troca de propina.

A prisão de Geddel ocorre no momento em que a PGR (Procuradoria-Geral da República) estuda a apresentação de uma segunda denúncia contra o presidente Michel Temer por supostamente ter dado aval à compra do silêncio de Cunha.

O pedido de prisão preventiva, apresentado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, acusa Geddel de atuar para atrapalhar investigações em andamento, ao tentar evitar que o ex-deputado Eduardo Cunha e o corretor Lúcio Funaro firmassem um acordo de delação premiada.

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