Após 'maratona' de reuniões, Temer retoma conversas com Maia e outros deputados

Carla Araujo e Tânia Monteiro

Brasília

Depois de uma terça-feira de mais de 15 horas de audiências com parlamentares, ministros e até governadores, o presidente Michel Temer recomeça os trabalhos nesta quarta-feira às 8h30, quando recebe o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e os deputados Paulinho da Força (SD-SP) e Bebeto Galvão (PSB-BA). O encontro será realizado no Palácio do Jaburu, residência oficial do presidente.

Nesta quarta-feira, o presidente vai - por meio de seu advogado Antonio Claudio Mariz - apresentar a sua defesa contra a denúncia por corrupção passiva na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Como Mariz estará em Brasília, segundo fontes do Planalto, é provável que os dois se encontrem ainda pela manhã para acertar os detalhes finais da defesa.

Conforme a agenda divulgada pela assessoria, Temer recebe o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, às 11h30, no Palácio do Planalto. Depois, ao meio-dia, Temer recebe o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira. Na parte da tarde, a agenda do presidente ainda está aberta. Segundo interlocutores, ele deve acompanhar a sustentação da defesa de seu advogado na CCJ.

Estratégia

Desde a divulgação da gravação da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, que se tornou peça-chave para a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o peemedebista tem procurado demonstrar que seu governo segue um curso normal. No dia seguinte à divulgação da gravação da conversa com o dono da JBS, o presidente da República chegou ao Planalto às 8 da manhã para atender dezenas de parlamentares para se explicar. Só que, naquele dia, acabou desistindo de atender os deputados e senadores aliados para poder se reunir com o seu núcleo duro e definir estratégias de contra-ataque.

Na terça-feira, Temer chegou ao Planalto às 7h58, para cumprir a primeira agenda do dia, marcada com o deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF), um dos titulares da CCJ, comissão que recebeu a denúncia da PGR. E seguiu o dia recebendo parlamentares de meia em meia hora. O presidente deixou o Planalto às 23 horas, depois de 15 horas de encontros, conversas e negociações para tentar se garantir no cargo.

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