Senadores discutem e quase trocam agressões no plenário do Senado

Thiago Faria

Brasília

O clima de tensão que dominou o Senado na sessão de terça-feira, 11, por causa da votação da reforma trabalhista, continuou nesta quarta-feira, 12. Durante uma discussão mais ríspida no plenário da Casa, os senadores Ivo Cassol (PP-RO) e Paulo Rocha (PT-PA) quase trocaram agressões.

A confusão começou quando o senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) criticava, da tribuna, a atitude de senadoras da oposição que ocuparam a mesa diretora do plenário para impedir a votação da reforma trabalhista. Presentes no momento, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rocha pediram "apartes" ao discurso de Lopes, o que foi negado.

Rocha, então, começou a acusar Lopes, aos gritos, de ser um "inocente útil" por ter votado pela reforma confiando em um acordo com o governo para a edição de uma medida provisória alterando pontos da medida. Ao descer da tribuna, Lopes e Rocha continuaram a discussão.

Foi quando Cassol tomou as dores do colega do PRB e partiu para cima do petista, com dedo em riste, cobrando respeito. Cara a cara com Cassol, Rocha repetiu por diversas vezes "me bate", "me bate".

Neste momento, o senador João Alberto Souza (PMDB-MA) pediu calma aos dois e suspendeu a sessão até que o tumulto acabasse.

Após a briga em plenário, Cassol disse que os dois se entenderam e que Rocha pediu desculpas. Segundo ele, a discussão foi por causa do desrespeito a um colega que estava ocorrendo.

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