Com poucos docentes, unidade da USP cancela disciplinas e junta turmas

Renata Cafardo

São Paulo

A crise na Universidade de São Paulo (USP) fez piorar o problema da falta de professores que já existia na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). A unidade, criada em 2005 na zona leste da capital paulista, hoje tem o maior número de temporários da instituição. São 20 docentes, de um total de 281, segundo dados do Portal da Transparência.

O que parece muito é, na verdade, pouco para a EACH. No começo de 2017 havia 30 temporários. Muitos deles saíram no meio do curso, antes de terminar o contrato. "Se aparece um concurso definitivo em algum lugar, eles vão embora. Tivemos de fazer remanejamentos, deixar de oferecer disciplinas eletivas, juntar turmas", diz a vice-diretora da EACH, Neli Aparecida de Mello Théry.

A unidade foi criada com uma proposta nova, sem divisão de departamentos, para que os professores pudessem atuar em mais de um curso. Mas, ao longo dos anos, o número de alunos aumentou, foram criados 11 programas de pós-graduação, e a quantidade de professores tornou-se insuficiente. Segundo Neli, a unidade precisa de 80 novos docentes.

O curso de Obstetrícia, que registra uma das mais altas taxas de temporários (25%), tem um problema a mais. Pela legislação, cada professor só pode ser responsável por cinco alunos em estágios obrigatórios, o que aumenta muito a necessidade de docentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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