Jefferson: A Cris não quer nem mais ser ministra, mas por lealdade vamos até fim

Daiene Cardoso

Brasília

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, disse na tarde desta quarta-feira, 24, que diante do imbróglio jurídico envolvendo a posse de sua filha, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), como ministra do Trabalho, ela perdeu o desejo de assumir a pasta diante do desgaste. Ainda assim, disse Jefferson, o partido manterá a indicação de seu nome para a função e eles irão até o fim na batalha jurídica pelo direito do governo em nomear ministros sem interferência do Judiciário.

"A Cris não quer nem mais ser ministra, perdeu a graça, mas por lealdade nossa, vamos até o final", disse Jefferson ao Broadcast Político. O dirigente disse que o partido vai esperar o tempo da Justiça se manifestar novamente, o que deve ser mais uma semana ou 10 dias.

Jefferson disse que é preciso manter o recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para se ter uma resposta final sobre se cabe ação popular e liminar de juízes de primeira instância impedindo o governo de nomear seus quadros. "O governo precisa de definição do mérito, senão não consegue nomear ministro sem ter a oposição do Judiciário e do Ministério Público. Foi tomada dele (governo) a atribuição de nomear e exonerar ministro de Estado", comentou. Para o dirigente, o governo sairá "apequenado" se não levar a ação adiante.

O ex-deputado federal disse que sua filha está machucada, por isso perdeu a vontade, "o tesão". "Se a Cristiane sair agora, morre o assunto em tese", disse. Ele ressaltou que está fora de cogitação a indicação de outro nome do partido para o posto. "Ela sonhou tanto em ser, mas as objeções são de natureza tão primárias, tão tolas, que machucou", lamentou.

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