Falta de recursos pode afetar cronograma do maior programa científico do Brasil

Francisco Carlos de Assis

Campinas

Prevista para ocorrer no segundo semestre deste ano, a primeira volta dos elétrons no acelerador de partículas do Projeto Sirius, visitado nesta quinta-feira, 15, pelo presidente Michel Temer e comitiva, corre o risco de não acontecer por falta de dinheiro. O Sirius, desenvolvido no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em Campinas, é considerado o maior programa científico do Brasil.

O projeto, na sua totalidade, vai consumir investimentos de R$ 1,8 bilhão a ser concluído até 2020. Mas para que a primeira volta dos elétrons no acelerador ocorra na segunda metade do ano, faltam R$ 200 milhões. A falta do dinheiro se dá em função da redução do orçamento do Ministério de Ciências e Tecnologia em meio ao ajuste fiscal.

O deputado federal e vice-líder do governo na Câmara Federal, Beto Mansur (PRB-SP), que acompanhou Temer na visita ao Sirius, confirmou que se os R$ 200 milhões não forem liberados o cronograma do Projeto, que se propõe a ser uma referência mundial, poderá ser prejudicado. "Temos que encontrar meios para reservar estes recursos no Orçamento", disse.

O presidente Michel Temer evitou a imprensa durante sua visita, poupando-se, dessa forma, de questionamentos sobre o problema. Temer, no entanto, em breve discurso de cerca de dois minutos, disse que o projeto mostra as potencialidades do Brasil e que dá orgulho aos brasileiros.

O ministro de Ciências e Tecnologia, Gilberto Kassab, também não falou com a imprensa.

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