Banda larga: estudo mostra que número de antenas em SP precisa ser triplicado

Fabio Leite

São Paulo

É precisa triplicar o número de antenas instaladas para atingir um padrão mínimo de qualidade de cobertura de banda larga na cidade. Isso é o que aponta um estudo feito no ano passado pela Associação Brasileira de Infraestrutura de Telecomunicações (Abrintel), uma das entidades que pleiteia a mudança na Lei das Antenas.

Segundo a Abrintel, recomenda-se a instalação de uma antena para cada mil habitantes. Na capital, que tem mais de 6 mil antenas, essa relação pode alcançar até 3,5 mil usuários por antena, considerando o número de pessoas que trafegam pela cidade e não apenas o número de moradores.

O dado, contudo, representa a média da cidade, mas não a realidade em bairros da periferia. De acordo com dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, em Cidade Tiradentes, extremo da zona leste paulistana, essa proporção é de uma antena para cada 16.913 habitantes. Segundo o setor, além de atender a crescente demanda dos smartphones, a ampliação da rede melhoraria serviços como pagamento nas máquinas de cartão.

Além da carência de antenas, a Abrintel estima que metade das torres instaladas na capital não esteja devidamente licenciada e que uma parte não seria sequer passível de regularização com base na lei atual. Por isso, o projeto proposto pela gestão João Doria abre prazo de dois anos para as operadores regularizarem as antenas como base na nova lei.

A Prefeitura de São Paulo estuda alterar uma lei de 2004 para facilitar a instalação de antenas de celular e ampliar a cobertura de internet de banda larga na capital. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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