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Artista preso em suposta festa de milicianos é liberado e pede Justiça a amigos

O artista circense Pablo Dias Bessa Martins - Arquivo pessoal
O artista circense Pablo Dias Bessa Martins Imagem: Arquivo pessoal

Fernanda Nunes

No Rio

22/04/2018 11h15

O artista circense Pablo Dias Bessa Martins divulgou vídeo (veja no fim do texto) no qual agradece pela liberdade, após passar duas semanas no presídio de Bangu, no Rio. Ele também pede que amigos presos com ele em uma suposta festa de milicianos sejam liberados.

Na madrugada do dia 7 de abril, 159 pessoas foram presas em um show de pagode no bairro de Santa Cruz, na zona Oeste do Rio, sob a acusação de serem milicianos. O ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, em entrevista, afirmou que o grupo deveria explicar o que fazia em "festa de bandido".

Entre os presos, 139 não têm antecedentes criminais. "Há balconistas, palhaços e motoristas de ônibus", segundo a Defensoria Pública, que divulgou o vídeo do artista.

A Justiça determinou que Pablo fosse liberado na última quinta-feira (19), mas ele só deixou o presídio na tarde de sábado (21). "Além do caso de Pablo, também atuamos em 40 casos, com o objetivo de conseguirmos na Justiça a revogação das prisões", informou a Defensoria.

"Quero agradecer a Deus por ter o meu direito de ser humano, de estar livre. Como disse um rapaz com quem trabalhei, o Marcos Frota, lugar de artista é no palco, no picadeiro. Estou livre para isso: para voar, para saltar, para arrancar sorriso das pessoas", disse o artista circense.

Ele agradeceu à Defensoria, amigos e familiares por não terem desistido da sua causa. "Não desejo isso para ninguém, nem para um inimigo, nem para os meus amigos, que a Justiça seja feita o mais rapidamente possível", complementou. No fim do vídeo, ainda gritou: "I?m free!" (estou/sou livre!).