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Onyx Lorenzoni vincula denúncia contra Guedes à proximidade das eleições

Denise Luna

Rio

26/10/2018 17h44

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), indicado como futuro ministro-chefe da Casa Civil em caso de vitória do candidato do PSL, Jair Bolsonaro creditou as denúncias feitas ao economista Paulo Guedes, seu futuro colega de governo na pasta da Fazenda, à proximidade das eleições.

Ao sair da casa do presidenciável na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, após uma visita de cerca de cinco horas, Onyx ironizou ao ser perguntado sobre denúncias contra Guedes feitas pelo Ministério Público Federal. "Que dia é hoje?", perguntou, "Domingo é votação né? Por que não fez essa denúncia antes, porque não abriu há um mês atrás?", ironizou.

Segundo ele, Guedes tem uma "história belíssima de vida, de muito sucesso", e nunca trabalhou em órgãos públicos para ser acusado de corrupção. "Vai ser o homem que vai ajudar a recuperar economicamente o Brasil", afirmou.

Ele disse que na reunião de hoje com Bolsonaro contou sobre a reunião que teve ontem com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que irá liderar a transição. "Fui a Brasília ontem, trouxe as informações para ele e de agora até a próxima quarta-feira ele indica quem vai fazer a transição", informou. "Se for a vontade de Deus e do povo brasileiro a partir de segunda-feira a gente começa a trabalhar", completou.

Ele disse que hoje Bolsonaro passou o dia gravando entrevistas em rádios do País todo e gravando vídeos para irem ao ar nos próximos dias.

Lorenzoni minimizou também a queda de Bolsonaro nas últimas pesquisas, afirmando que tanto Datafolha como Ibope "nunca acertaram uma pesquisa no meu Estado". "Isso é lixo puro", afirmou.

O deputado informou ainda, que existe uma grande chance de Bolsonaro não ir a Brasília na próxima semana por questão de saúde, mas que na semana posterior, se for eleito, ele estará em Brasília.

"No domingo vou conversar com Paulo Guedes para ver as pessoas que ele vai indicar para equipe de transição, que é vital para o País. Ele (Bolsonaro) deseja ir, mas eu e os outros ponderamos que ele deva descansar, e fazer uma agenda mais intensa na semana posterior, ele ainda está em fase de recuperação, não podemos perder de vista que ele tira a bolsa (de colostomia) em dezembro, e se ele vencer vai ter coisas bem pesadas para escolher", observou.

No final da entrevista, Lorenzoni fez questão de dizer, sem dar detalhes, que estão fazendo uma ação hoje em Brasília e que mais tarde poderia ter mais notícias para dar.