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Não creio que Bolsonaro acabe mandato, mas sou contra impeachment, diz Ciro

4.out.2018 - Ciro Gomes, antes do debate dos candidatos a presidência no estúdio da TV Globo, no Rio - Eduardo Anizelli/ Folhapress
4.out.2018 - Ciro Gomes, antes do debate dos candidatos a presidência no estúdio da TV Globo, no Rio Imagem: Eduardo Anizelli/ Folhapress

Mateus Fagundes e Gabriel Wainer

São Paulo

25/06/2019 12h35

O candidato derrotado à Presidência na eleição de 2018 Ciro Gomes (PDT) disse nesta terça-feira (25) em entrevista ao programa Morning Show, da rádio Jovem Pan de São Paulo, acreditar que o presidente Jair Bolsonaro não vai terminar o mandato. O pedetista ressaltou, no entanto, que a afirmação é "puro palpite" da parte dele.

Ciro afirmou que o PDT e ele trabalham contra a ideia de impeachment de Bolsonaro. "Quem falar 'fora Bolsonaro' não conta comigo", afirmou.

Para o pedetista, esta eventual queda de Bolsonaro viria por causa da situação econômica do país.

Bolsonaro não foi o responsável pelo descalabro, mas ele tem de consertar. Ele não tem rumo. O ano de 2019 está perdido

Ciro Gomes (PDT-CE)

Segundo Ciro, a saída da crise passaria pela diminuição dos juros e pelo aumento da capacidade de investimento pela retomada de obras de infraestrutura paralisadas.

A participação do pedetista no programa foi bastante comentada nas redes sociais, alavancando a hashtag #CiroNoMorning para a primeira posição entre os dez principais assuntos comentados no Twitter Brasil nesta manhã.

Os internautas citam, principalmente, a subida no tom do debate ao final da entrevista, quando o apresentador Caio Copolla perguntou ao ex-ministro sobre o processo que o vereador paulistano Fernando Holiday (DEM) moveu contra ele por tê-lo chamado de "capitão do mato" no ano passado.

Ciro manteve a afirmação e criticou ainda o projeto de lei de para que mulheres grávidas sejam encaminhadas à internação psiquiátrica caso seja constatado que elas possuam "propensão ao abortamento ilegal".

"É um capitão do mato. Capitão do mato nazista. Simples assim. Que venham os processos", afirmou o pedetista ao fim da entrevista.

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redetv

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