Modelo de gestão, Chapecoense vivia seu auge

SÃO PAULO, 29 NOV (ANSA) - Fundada em 10 de maio de 1973, a Chapecoense vivia o auge de sua história de 43 anos quando caiu o avião da companhia aérea Lamia que levava a equipe para sua primeira final internacional.   


Baseado em Chapecó (SC), cidade de 200 mil habitantes, o "Verdão do Oeste", chamado oficialmente de Associação Chapecoense de Futebol, nasceu da fusão entre dois clubes desativados, o Independente e o Atlético Chapecó.   


O time conquistou o Campeonato Catarinense pela primeira vez já no seu quarto ano de existência, em 1977, e disputou a Série A do Brasileirão em 1978 e 1979. No entanto, a Chapecoense obteve pouco destaque nas três décadas seguintes, com exceção dos títulos estaduais de 1996 e 2007 - outros dois viriam em 2011 e 2016.   


Em 2009, ano da primeira edição da Série D, conseguiu o acesso para a terceira divisão, onde ficou por três anos. A promoção para a Série B ocorreu em 2012, e no ano seguinte, a equipe foi vice-campeã da segunda divisão, subindo para a Série A, de onde nunca mais saiu.   


Em três temporadas na elite do futebol nacional, a Chapecoense conseguiu fazer campanhas relativamente seguras e se manter entre os 20 melhores do país. Na edição de 2016, faltando uma rodada para o fim do campeonato, ocupa a nona posição, a melhor campanha de sua história.   


Para completar um ano que parecia perfeito, a Chape chegou a uma inédita final de Copa Sul-Americana, após ter eliminado o Cuiabá e os tradicionais Independiente e San Lorenzo, da Argentina. Na decisão, enfrentaria o Atlético Nacional, melhor time das Américas em 2016, mas o sonho foi interrompido pelo acidente aéreo.   


Com orçamento modesto, a Chapecoense conseguiu alcançar a elite do futebol brasileiro com uma administração eficiente e controlada. Todos os seus diretores são pequenos, médios e grandes empresários de Chapecó, um importante polo produtor de frangos e suínos.   


No ano passado, a Chape teve um superávit de R$ 2,8 milhões, um aumento de mais de 200% em relação a 2014. O clube também investe bastante nas categorias de base para gastar menos em contratações. Seu elenco era uma mistura de jovens promessas e atletas experientes, mas sem os famosos "medalhões", jogadores caros e que exibem mais nome do que bola.   


Também contribui para o sucesso da Chapecoense a paixão de sua pequena e fiel torcida, que costuma transformar a Arena Condá em um caldeirão. (ANSA)
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