Jogadores não correm risco de morte, diz cartola da Chape

SÃO PAULO, 30 NOV (ANSA) - Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (30), os dirigentes da Chapecoense informaram que os três jogadores da equipe que sobreviveram à queda do avião na Colômbia - Alan Ruschel, Follmann e Neto - e o jornalista Rafael Henzel não correm risco de morrer.   


"O que nós recebemos de informação é que nenhum dos nossos atletas e o jornalista não correm risco de morte. A situação é crítica, mas não correm risco de morrer", disse um dos dirigentes em coletiva.   


Já o vice-presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, Gelson Dalla Costa, informou que ainda não há data para o velório coletivo dos jogadores.   


"Ainda está em fase de identificação de corpos. Nós não temos como afirmar em que data os corpos serão liberados para virem ao Brasil. A identificação está sendo facilitada por algumas situações. A falta de incêndio facilitar e a estrutura que temos aqui para ajudar na identificação digital", disse Dalla Costa.   


"Aliado a isso, nós enviamos por parte da Chapecoense, seis médicos vinculados ao clube para ajudar na identificação. Mas, não temos como afirmar qual será a data que os corpos serão enviados para o Brasil", acrescentou.   


Ao explicar a logística, Dalla Costa informou que será feita pela Força Aérea Brasileira.   


"Com relação a logística, aviões da FAB vão trazer os corpos.   


Nossa ideia é fazer um velório coletivo. Os corpos devem chegar aqui e daqui vão para outras regiões. Estamos pegando a autorização das famílias. Será um velório de algumas horas aqui porque torcedores da região querem se despedir e daí os corpos serão transferidos para as famílias fazerem as despedidas", disse ainda o vice-presidente do Conselho.   


A estrutura será montada para cerca de "100 mil torcedores" e todos os caixões serão lacrados. "O estado de Santa Catarina será quem preparará todo o cerimonial do velório", disse ainda.   


O vice-presidente e atual presidente interino da Chapecoense, Ivan Tozzo, agradeceu pela solidariedade dos clubes de todo mundo e disse que o clube vai se reeguer assim como subiu "desde que estava sem série" para jogar.   


Ao ser questionado sobre o andamento do Campeonato Brasileiro, Tozzo destacou que "ainda não pensamos". "Conversei com o presidente [Marco Polo] Del Nero sobre a partida contra o Atlético-MG. Ele disse: "Este jogo tem que acontecer. Tem que ser uma grande festa". Respondi: "Não temos 11 jogadores". Ele disse: "Tem sim. Vocês têm categoria de base, os jogadores que ficaram. Não importa. Tem que fazer uma grande festa. Chapecó e a Chapecoense merecem", acrescentou o presidente interino.   


"Quero dizer uma coisa: o clube está bem estruturado. Nós perdemos dirigentes, mas está estruturado. Nós somos uma família. Nunca só o presidente tomou uma decisão. Claro, que vamos perder muito com isso. Mesmo tendo que recomeçar do zero, nosso clube está bem estruturado", acrescentou Tozzo.   


Sobre a Lamia, o vice-diretor jurídico, Luiz Antônio Palaoro, afirmou que "o diretor financeiro que poderia responder. E ele morreu junto. O que sabemos é que essa empresa transportava clubes e times de todo o mundo. Não tinha porque duvidar disso.   


Se deu certo quando nós nos classificamos, porque não escolher ela para ir para lá".   


Palaoro ainda confirmou que não havia nenhuma indicação da Conmebol para escolher a companhia aérea e que ela tinha "todo o know how" sobre como fazer esses voos. (ANSA)
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