Mundial de F1 começa neste fim de semana repleto de novidades

SÃO PAULO, 23 MAR (ANSA) - O mundial de Fórmula 1 começa neste fim de semana repleto de mudanças e expectativas. Para os amantes da categoria, a principal dúvida envolve uma das mais tradicionais escuderias: terá a Ferrari feito seu SF70-H suficientemente bom para derrotar o domínio dos últimos três anos de Mercedes? Nos oito dias de testes da pré-temporada, os italianos foram os mais velozes nos tempos - sem usar o pneu ultramacio, mais rápido - e deixaram os "flechas de prata" para trás. Até mesmo o tricampeão Lewis Hamilton aponta a rival italiana como "favorita" ao título. No entanto, tudo ainda é especulação até os motores voltarem a fazer barulho na pista de Melbourne, na Austrália, no próximo domingo (26).   


Entre as surpresas da pré-temporada, ainda dá para falar das voltas rápidas feitas pelo mais recente contratado da Williams, o brasileiro Felipe Massa, que tinha anunciado sua aposentadoria das pistas no fim do ano passado e que agora já sonha com pódios durante o ano. Já entre as decepções, o fraco desempenho da Red Bull surpreendeu.   


Outro ponto alto são as mudanças técnicas nos carros para 2017.   


Uma "revolução" foi feita tanto na parte aerodinâmica como nos pneus para deixar os carros mais rápidos e mais agressivos.   


Entre as principais alterações, está o aumento da asa dianteira - que passou de 1.650 milímetros para 1.800mm - e a diminuição da asa traseira - de 950 para 800mm. Ainda apareceu a chamada "barbatana" nos carros, em uma solução aerodinâmica adotada por todas as equipes.   


Os pneus também estão mais largos: os traseiros aumentaram de 325mm para 405 e os dianteiros mudaram dos 245 para os 305mm. As previsões da Pirelli apontavam que essa mudança levaria os carros a serem até cinco segundos mais rápidos. Os testes de pré-temporada mostraram tempos até 3,5 segundos mais velozes. De qualquer maneira, é um avanço muito grande em relação aos compostos antigos.   


- Pilotos: Já quando o assunto é pilotos, o grid apresenta várias mudanças.   


A começar pela tricampeã Mercedes, que viu seu último campeão mundial, Nico Rosberg, anunciar uma inesperada aposentadoria após a conquista. Para seu lugar, vem Valtteri Bottas, que deixou a Williams com a esperança de se tornar campeão - em um páreo duro com Hamilton.   


A Williams tem, além de Massa, o novato Lance Stroll - que até o momento é lembrado pelas suas constantes batidas nos treinos de pré-temporada. Outro novato na categoria é Stoffel Vandoorne, na McLaren, que já fez uma corrida - justamente na Austrália no ano passado - mas agora é titular. Ele estará ao lado do experiente Fernando Alonso.   


Ferrari, com Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, Red Bul, com Daniel Ricciardo e Max Verstappen, e Toro Rosso, com Carlos Sainz e Daniil Kvyat, mantiveram suas duplas de pilotos. Já a Force India terá Sergio Pérez e Esteban Ocon, a Haas contará com Romain Grosjean e Kevin Magnussen, a Renault terá Nico Hulkenberg e Jolyon Palmer e a Sauber terá Pascal Wehrlein e Marcus Ericsson.   


- Comando: Essa será ainda a primeira temporada em que o mundo da Fórmula 1 não verá mais Bernie Ecclestone como chefão da categoria. Com a venda das ações para a Liberty Media, de Chase Carey, a categoria terá seu primeiro ano sob comando norte-americano.   


No entanto, como forma de entrar na F1 e gerar confiança, o "novo Ecclestone" será o ex-chefe de equipe da Ferrari Ross Brown. Ao lado de Michael Schumacher, e do atual presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt, Brown viveu uma era dourada na escuderia italiana, conquistando vários títulos do Mundial de Pilotos e do Mundial de Construtores.   


(ANSA)
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