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Uefa pode punir Milan por conta de gastos excessivos

22/11/2017 12h06

MILÃO, 22 NOV (ANSA) - A Uefa pediu informações para o Milan após suspeitas de que o clube italiano não esteja cumprindo as regras do chamado "fair play financeiro", informou o jornal "Marca" nesta terça-feira (21).   


Caso seja considerado culpado, o Milan poderá ser excluído da Liga Europa nesta temporada, além de receber pesadas multas. A entidade que rege o futebol no mundo passou a acompanhar a situação do clube após os mais de 200 milhões de euros gastos na última janela de transferências. De acordo com a publicação, as operações do time são "suspeitas", e a desconfiança fez com que a Uefa pedisse ao Milan os documentos financeiros dessas transações. Além disso, a entidade europeia também estaria investigando o processo de venda do Milan ao investidor chinês Li Yonghong, em uma operação que custou 740 milhões de euros. O ex-presidente do clube rossonero Silvio Berlusconi explicou no Twitter que os "chineses cumpriram os seus compromissos" durante a transação.   


"Para ceder o Milan, a Fininvest [holding da família Berlusconi] confiou em investidores, estúdios legais e bancos de nível internacional. Os compradores chineses sempre respeitaram pontualmente os compromissos firmados e um fundo importante como o Elliott confirmou que poderia garantir um empréstimo importantíssimo", escreveu o ex-dono do clube.   


Para evitar alguma sanção, o conselheiro geral da equipe italiana, Marco Fassone, esteve na sede da Uefa há cerca de duas semanas para esclarecer os gastos do Milan na janela de transferências.   


O comitê disciplinar da Uefa deverá se reunir para estudar se o clube merece sofrer alguma punição em breve. Além do Milan, o Paris Saint-Germain (PSG) é outro que está sendo investigado pela Uefa por não cumprir o seu fair-play financeiro, uma série de compromissos financeiros dos times europeus que, resumidamente, impedem que um clube gaste mais do que arrecada. A equipe francesa gastou mais de 240 milhões de euros nas contratações de Neymar e Kylian Mbappé. (ANSA)
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