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1 mês

Eurocopa pode ter contribuído para alta de casos na Itália

31/07/2021 12h33

SÃO PAULO, 31 JUL (ANSA) - As aglomerações de torcedores durante a Eurocopa podem ter contribuído para um aumento dos casos de Covid-19 na Itália, que conquistou o torneio em uma disputa de pênaltis contra a Inglaterra.   

A hipótese está no último relatório do monitoramento epidemiológico feito pelo Instituto Superior da Saúde (ISS), órgão técnico-científico do governo italiano.   

Segundo o ISS, o país convive desde o fim de junho com um aumento da incidência semanal da Covid-19 no público de menos de 40 anos, especialmente entre os homens.   

"De forma verossímil, tal andamento pode ser explicado por mudanças comportamentais transitórias. Por exemplo, festas e aglomerações por causa da Euro 2020", diz o ISS.   

A incidência de contágios entre homens de 20 a 29 anos, por exemplo, saltou de cerca de 25 para cada 100 mil habitantes em 21 de junho para quase 150 em 19 de julho, uma semana após a final da Eurocopa.   

A Itália jogou todas as partidas da fase de grupos da Euro em Roma, e o país registrou aglomerações de torcedores durante todo o torneio, especialmente no mata-mata, que culminou na final contra a Inglaterra em Londres.   

Já depois do título, a Azzurra fez um desfile em carro aberto em Roma que não estava autorizado pelo poder público. De forma geral, a Itália vive uma alta na média de casos de Covid desde o início de julho e registrou na última sexta (30) o maior número de diagnósticos positivos (6.619) em um único dia desde 15 de maio.   

As mortes, no entanto, se mantêm estáveis em uma média inferior a 20 por dia, o que pode ser explicado pelo avanço da vacinação: cerca de 55% da população (quase 60% da população vacinável) já concluiu o ciclo de imunização com a dose única da Janssen ou as duas doses da AstraZeneca, da Moderna ou da Pfizer.   

Mesmo com um mês de reabertura de praticamente todas as atividades - casas noturnas são a única exceção -, as mortes se mantiveram em um patamar baixo, enquanto os casos não explodiram como na primeira e na segunda ondas. (ANSA).   

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