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Papa volta a fazer apelo por vacinas e por renda mínima

16/10/2021 11h20

CIDADE DO VATICANO, 16 OUT (ANSA) - O papa Francisco divulgou uma mensagem em vídeo neste sábado (16) em que faz um forte apelo para que os mais ricos - sejam governos ou pessoas - ajudem as nações mais pobres a terem acesso a vacinas e ao mínimo de dignidade para sobreviver. A fala foi divulgada durante o encontro mundial dos movimentos populares.   

"[Precisamos] mudar os nossos modelos socioeconômicos para que tenham um rosto humano porque muitos modelos perderam isso. A todos quero pedir, em nome de Deus: aos grandes laboratórios, que quebrem as patentes, façam um gesto de humanidade e permitam que cada país, cada povo, cada ser humano tenha acesso à vacina; aos grupos financeiros e aos órgãos internacionais de crédito que permitam que os países pobres tenham a garantia das necessidades primárias para sua gente e condenem aquelas dívidas feitas contra os interesses dos povos", afirmou ainda.   

Segundo o líder católico, a pandemia de Covid-19 mostrou que os países não devem voltar aos "esquemas do passado" e também lembrou que nos seis anos desde o último encontro dos movimentos populares "muitas coisas aconteceram e muitas coisas mudaram".   

"Trataram-se de mudanças que marcam pontos de não retorno, pontos de virada, cruzamentos no qual a humanidade foi chamada a escolher. Que o mundo inteiro tenha momentos para refletir, discernir e escolher porque retornar aos esquemas precedentes seria verdadeiramente suicida e, se me permitem forçar um pouco as palavras, ecocida e genocida", pontuou.   

O Pontífice ainda voltou a pedir uma mudança geral nas questões que envolvem o trabalho, com mudanças no modelo econômico que permitam a introdução "de uma renda mínima ou salário universal" e também a "diminuição da jornada de trabalho".   

"Uma renda mínima ou salário universal é preciso até que cada pessoa desse mundo possa acessar os bens mais elementares da vida. É obrigação dos governos estabelecer processo fiscais e de redistribuição até que a riqueza de uma parte seja dividida de forma justa", acrescentou afirmando que apesar de necessárias, sabe que essas medidas "ainda não são suficientes".   

Francisco lembrou que, só em 2021, mais de 20 milhões de pessoas foram "jogadas para os níveis extremos de insegurança alimentar" e que a "indigência grave se multiplicou". (ANSA).   

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