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3 meses

Biden volta a alertar Rússia sobre riscos de invasão à Ucrânia

19/01/2022 20h12

WASHINGTON, 19 JAN (ANSA) - Em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (19) para marcar seu primeiro ano de mandato, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, voltou a alertar a Rússia sobre as consequências de uma invasão da Ucrânia.   

"Acredito que [Vladimir] Putin não quer uma guerra deflagrada, mas ele está testando o ocidente e a Otan o quanto pode. Ele pagará um grave e alto preço se fizer isso. Será um desastre para a Rússia se invadir a Ucrânia", disse o mandatário ao ser questionado sobre o tema.   

Além das "perdas humanas", Biden voltou a dizer que os EUA enviaram milhares de equipamentos sofisticados para os ucranianos se defenderem.   

Outro ponto é o fato de que Washington, a União Europeia e o Reino Unido aplicarão uma série de duras sanções econômicas e financeiras contra os russos e esse pacote de medidas já estaria pronto. A ideia, segundo revelaram fontes próximas ao governo à mídia norte-americana, é de não repetir os erros de 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia e demorou para ser punida.   

Para os ocidentais, Putin está enviando milhares de soldados e de equipamentos militares à fronteira ucraniana para fazer uma invasão. Já o líder russo diz que apenas está focando "na segurança" do seu território e que não quer fazer uma guerra na região.   

Um ano de governo - Nos assuntos internos, Biden afirmou que esse foi "um ano de dificuldades, mas também de enormes progressos".   

Entre os destaques positivos, o democrata citou os cerca de 210 milhões de vacinados contra a Covid-19 no seu governo, a criação de seis milhões de novos postos de trabalho e a taxa de desemprego que caiu para 3,9%.   

Na economia, o presidente afirmou que o "crescimento" do país é a "melhor forma de enfrentar os preços altos e tornar a economia mais produtiva".   

Biden também ressaltou as reformas sociais feitas durante 2021 e voltou a defender a reforma no direito ao voto, que está negociando com o Senado do país. A lei passou pela Câmara dos Representantes, onde os democratas são maioria, mas precisa de votos de republicanos no Senado para avançar.   

Já sobre a pandemia, o chefe da Casa Branca ainda afirmou que os EUA "não voltarão ao lockdown", mas que é preciso "que as pessoas se vacinem e quem estiver apto, tome a terceira dose também".   

Há várias semanas, os EUA vêm mantendo números altíssimos de contágios e de mortes por dois motivos: a rápida disseminação da variante Ômicron e a relutância de cerca de 30% dos norte-americanos de não se vacinar. (ANSA).   

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