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'Fadinhas' do skate: quem é a japonesa de 13 anos que foi ouro em Tóquio

26/07/2021 18h38

A japonesa Momiji Nishiya ficou com a primeira medalha de ouro no skate feminino de rua, esporte que estreou na Olimpíada de Tóquio. E ela é uma das várias adolescentes aspirantes a conquistas nas próximas semanas.

A japonesa Momiji Nishiya fez história ao conquistar a primeira medalha de ouro no skate street feminino nos Jogos Olímpicos.

"Não pensei que pudesse ganhar, mas todos ao meu redor me apoiaram, então estou feliz por ter encaixado meu estilo", disse Nishiya.

A atleta tem apenas 13 anos e 330 dias e participa de um esporte que estreou na Olimpíada de Tóquio.

O skate é uma das cinco novas modalidades adicionadas nesta edição.

Entre as provas que foram incluídas, o percurso street (ou de rua, na tradução literal) traz os elementos do ambiente urbano, como corrimões, escadas, bancos e rampas onde as manobras são realizadas e recebem as notas dos juízes.

"Estou muito feliz por vencer a Olimpíada no Japão e muito feliz por ganhar minha primeira medalha como uma das competidoras mais jovens", disse ela, após conquistar o topo do pódio ? que, aliás, teve a presença de outras duas adolescentes.

A brasileira Rayssa Leal, que também tem 13 anos e é conhecida como Fadinha do Skate, levou a medalha de prata na competição, enquanto a japonesa Funa Nakayama, de 16, ficou com o bronze.

O futuro já começou

Com média de idade de 14 anos e 191 dias, o skate street feminino teve a formação de pódio individual mais jovem de toda a história dos Jogos Olímpicos.

Até o momento, a campeã olímpica de menor idade foi a americana Marjorie Gestring (1922-1992).

Na Olimpíada de Berlim, em 1936, ela disputou (e ganhou) as provas do trampolim, modalidade em que os atletas pulam de uma certa altura e mergulham numa piscina, fazendo acrobacias no meio do caminho.

À época, ela tinha 13 anos e 267 dias ? e era, portanto, 63 dias mais jovem que a skatista japonesa Nishiya.

A nação anfitriã da Olimpíada de Tóquio também conquistou o ouro no skate de rua masculino: no domingo (25/7), Yuto Horigome, de 22 anos, obteve as melhores notas ao final da bateria.

A prata entre os homens também ficou com um brasileiro: Kelvin Hoefler, de 27 anos, inaugurou a participação do país no quadro de medalhas.

Disputa acirrada

Nas provas de skate street, os participantes têm duas sessões de 45 segundos para andar pela pista e fazer manobras à vontade. Na sequência, cada competidor faz cinco tentativas de uma única manobra.

Todos os movimentos são avaliados por uma comissão de juízes. As três piores notas são descartadas e a soma da pontuação restante define o ranking.

Na final feminina, Nishiya tropeçou e caiu na aterrissagem nas duas primeiras tentativas de manobras únicas, mas acertou as três restantes.

Com isso, ela obteve uma pontuação de 15,26 e superou a brasileira por 62 décimos (Rayssa somou 14,64 pontos). A atleta japonesa sorriu de alegria quando sua medalha de ouro foi confirmada.

Originária de Osaka, Nishiya começou a andar de skate aos 5 anos, inspirada por seu irmão mais velho.

Em segundo lugar, a brasileira Rayssa Leal também fez história. Porém, caso tivesse ficado com o ouro, ela superaria Gestring como a mais jovem campeã individual da história dos Jogos Olímpicos, já que está com 13 anos e 203 dias (64 a menos que a americana do trampolim em 1936).

"Pude realizar meu sonho e o sonho de meu pai", disse a jovem, ao comemorar sua medalha de prata.

Questionada por um repórter sobre como responderia às pessoas que afirmam que as meninas não sabem andar de skate, a brasileira disse que não deveriam existir barreiras de gênero no esporte. "Acho que o skate é para todos."

Outras aspirantes olímpicas adolescentes

O recorde de Gestring como a mais jovem campeã ainda pode ser derrubado nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Com 13 anos e 28 dias, a britânica Sky Brown vai competir no skate park feminino no dia 4 de agosto.

O skate park também traz aqueles elementos urbanos da categoria street, como as escadas e os corrimões, por exemplo. Mas seu grande diferencial é o bowl, uma piscina vazia de bordas arrendondadas onde os praticantes podem fazer as manobras. No park, a forma de disputa também é outra: os atletas têm quatro voltas de 45 segundos cada para realizar os movimentos, que são avaliados pelos juízes. Só a melhor nota é considerada para definir a classificação, tanto nas fases eliminatórias quanto na final.

A japonesa Kokona Hiraki (12 anos e 343 dias) também compete na mesma modalidade e é a segunda atleta olímpica mais jovem no Japão.

A competidora com a menor idade vem da Síria, mas acabou eliminada: a estrela do tênis de mesa Hend Zaza, de 12 anos e 204 dias, deixou a disputa no sábado (24/7) após perder por 4 a 0 na primeira rodada contra a austríaca Liu Jia, de 39 anos.

Outras jovens aspirantes são as gêmeas britânicas Jessica e Jennifer Gadirova, de 16 anos, que integram a equipe de ginástica feminina. Já a chinesa Quan Hongchan, de 14 anos, vai competir nos mergulhos da plataforma de 10 metros.

Summer McIntosh, do Canadá, também tem 14 anos. Ela, inclusive, já estabeleceu um novo recorde canadense de natação no domingo (25/7), quando terminou uma bateria de 400 metros no estilo livre com o tempo de 4 '02''72.

Aos 15 anos, a americana Katie Grimes é a integrante mais jovem na história da equipe de natação dos Estados Unidos. Ela igualou a marca de Katie Ledecky, que estreou na Olimpíada de Londres, em 2012, com a mesma idade.


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