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1 mês

A resposta de Putin às gozações de líderes do G7 sobre suas fotos sem camisa

01/07/2022 08h54

Presidente da Rússia respondeu a colegas que zombaram de suas imagens sem camisa dizendo que seria "repugnante" ver líderes ocidentais sem roupas.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, respondeu a líderes de outros países que zombaram de suas imagens sem camisa nesta semana dizendo que seria "repugnante" vê-los tirar a roupa.

A declaração veio depois que os líderes da cúpula do G7 (grupo formado pelas sete maiores economias do mundo) zombaram do hábito do presidente russo de posar sem camisa em fotos.

Mas Putin sugeriu que seus colegas precisam parar de beber álcool e praticar mais esportes. Ele também criticou comentários do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que disse que Putin não teria invadido a Ucrânia se fosse mulher.

Durante uma entrevista coletiva, Putin apontou que essa avaliação "não está correta" e argumentou que Margaret Thatcher "decidiu iniciar hostilidades" na Guerra das Malvinas/Falklands.

Imagens de Putin

Putin foi fotografado sem camisa em várias ocasiões pela imprensa estatal russa, incluindo fotos cavalgando, carregando um rifle de caça ou pescando.

As fotos foram amplamente interpretadas como uma tentativa do presidente da Rússia de projetar um senso de masculinidade que atrai muitos de seus compatriotas.

Na cúpula do G7 na Alemanha no início desta semana, Johnson zombou dele propondo que os líderes presentes deveriam tirar a roupa para "mostrar que somos mais fortes que Putin".

O primeiro-ministro britânico também sugeriu que os líderes "mostrem a ele os peitorais", enquanto o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau disse que iriam "a cavalo, sem camisa".

Em uma entrevista coletiva no Turcomenistão, Putin respondeu aos comentários: "Não sei se eles queriam se despir da cintura para cima ou da cintura para baixo, mas acho que em ambos os casos seria repugnante".

Ele também incluiu uma referência ao poeta russo Alexander Pushkin (1799-1837): "Você pode ser um homem astuto e pensar na beleza de suas unhas".

E continuou: "Certamente concordo com isso: tudo na pessoa deve se desenvolver em harmonia, tanto a alma quanto o corpo. Mas para que tudo seja tão harmonioso, é preciso parar de abusar do álcool e de outros vícios, fazer exercícios, praticar esportes."

"Os colegas que você mencionou, conheço todos eles pessoalmente ? não estamos passando pelo melhor período de nossas relações, isso é compreensível", acrescentou.

E reiterou: "Você tem que se cuidar. E o fato de eles estarem falando sobre isso é muito bom, eu os parabenizo por isso."

Mulher à frente

Quando os comentários de Putin foram relatados a Boris Johnson durante uma entrevista coletiva da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliança militar ocidental) na quinta-feira (30/6), o primeiro-ministro britânico não respondeu diretamente, mas destacou como as nações ocidentais se uniram em resposta à invasão da Ucrânia.

Putin também foi questionado sobre as declarações de Johnson de que o presidente russo não teria invadido a Ucrânia se fosse mulher.

Em entrevista ao canal alemão ZDF, Johnson disse que a invasão "louca, machista" foi um "exemplo perfeito de masculinidade tóxica", ao mesmo tempo em que pedia "mais mulheres em posições de poder".

Sobre isso, o presidente russo referiu-se ao conflito entre o Reino Unido e a Argentina pelas Malvinas/Falklands em 1982.

"Então, uma mulher decidiu iniciar as hostilidades. Onde estão aquelas Ilhas Falklands [Malvinas] e onde está a Grã-Bretanha? E isso foi ditado por nada além de ambições imperiais, a confirmação de seu status imperial."

O conflito de 10 semanas das Malvinas/Falklands começou em 1982, quando as tropas argentinas invadiram as ilhas do Atlântico Sul, que são uma colônia britânica.

A Argentina sustenta que havia herdado as ilhas da Espanha em 1800 e decidiu reivindicá-las.

A Grã-Bretanha, que governa o arquipélago há 150 anos, enviou suas forças armadas marítimas para recapturá-lo. As tropas argentinas se renderam em 14 de junho.

- Este texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62008965


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