Tropas sírias retomam Palmira do "Estado Islâmico"

Palmira é libertada das mãos do grupo jihadista. Exército reconquista completamente a cidade histórica, diz a TV estatal síria. Unesco vai enviar comissão para avaliar danos de guerra no Patrimônio da Humanidade.

O Exército síria e seus aliados retomaram o controle completo sobre a cidade-oásis de Palmira, famosa por seus antigos sítios arqueológicos, anunciou neste domingo (27/03) a TV estatal síria. Também o Observatório Sírio de Direitos Humanos relatou que o principal contingente do grupo jihadista "Estado Islâmico" (EI) se retirou da cidade em direção ao Leste.

Sucesso militar importante

Tanto os sítios arqueológicos quando às áreas residenciais adjacentes estão novamente sob o controle do Exército, afirmou uma autoridade militar, acrescentando que os combatentes do EI teriam se retirado para os seus bastiões Sukhnah, Raqqa e Deir ez Zor, no leste e norte da Síria. Ele disse ainda que especialistas militares estariam desativando dezenas de explosivos e minas na cidade histórica. Para o Exército, a tomada de Palmira é um importante sucesso militar, acrescentou.

O grupo radical islâmico havia conquistado Palmira em maio do ano passado e chocou o mundo nos meses seguintes com execuções brutais e a destruição de diversos templos antigos, tumbas e esculturas, consideradas Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

Em 7 de março último, o Exército sírio iniciou uma ofensiva com o apoio da Força Aérea russa, para a reconquista da cidade localizada a nordeste de Damasco.

Possível restauração de monumentos

A Unesco vai enviar, o mais rapidamente possível, uma comissão para avaliar os danos de guerra na cidade histórica. A representante russa no órgão da ONU, Eleonora Mitrofanova, informou que organização vai deliberar no dia 4 de abril sobre uma visita à Palmira de uma comissão, que também irá debater sobre a possível reconstrução dos monumentos.

"Primeiro, precisamos de uma visão completa. Os terroristas destruíram o famoso arco do triunfo, templos antigos e estátuas, e também minaram parte do sítio arqueológico", afirmou Mitrofanova.

CA/afp/rtr/dpa/dw

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