Após mais de 30 horas sob escombros, quatro são resgatados no Equador

Sobreviventes são encontrados depois de mais de 30 horas sob casa em ruínas na cidade de Manta, na costa norte do país. Terremoto de magnitude 7,8 deixou ao menos 350 mortos e mais de 2.000 feridos

Quatro pessoas foram resgatadas com vida na madrugada desta segunda-feira (18) em Manta, no Equador, após 32 horas presas sob os escombros de uma casa que desabou após o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o litoral do país no último sábado.

O anúncio do resgaste foi feito pelo prefeito de Manta, Jorge Zambrano, que aproveitou para destacar o trabalho dos bombeiros de outros municípios equatorianos, enviados à cidade litorânea para ajudar no socorro às vítimas.

Os quatro sobreviventes estavam presos sob uma casa em ruínas no bairro de Tarqui, onde "os edifícios foram bastante afetados pelo tremor", segundo Zambrano. Os bombeiros abriram um buraco no telhado da casa para realizar o resgate, comemorado com aplausos fervorosos dos moradores.

O prefeito afirmou que não perdeu as esperanças de encontrar mais sobreviventes, e que as equipes de busca e resgate estão trabalhando para isso. "Gostaríamos de ter a habilidade mágica de levantar os escombros rapidamente", afirma Zambrano.

Militares, policiais, bombeiros e voluntários estão priorizando o trabalho de remoção dos escombros em todas as cidades do Equador atingidas pelo terremoto. Cerca de 10 mil homens das Forças Armadas do país foram mobilizados.

Presos fogem

Na cidade de Portoviejo, duramente atingida pelo tremor, cerca de 100 prisioneiros fugiram após o desabamento das paredes do presídio local. De acordo com a ministra da Justiça do país, Ledy Zuñiga, 30 desses presos já foram recapturados.

Os moradores de Portoviejo se queixam de abandono. "Estamos abandonados, sem ninguém para nos proteger, não veio ninguém", diz Gabriel Páez, de 45 anos, dono de uma loja de celulares no centro da cidade. "Há mortos sob os escombros."

Pior tremor em décadas

As autoridades do país contabilizaram ao menos 350 mortos e mais de 2 mil feridos, afirmou o presidente equatoriano Rafael Correa, que interrompeu uma viagem oficial à Itália para visitar as áreas afetadas. "O Equador foi atingido com dureza tremenda."

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia (UE) ofereceram ajuda ao governo equatoriano para enfrentar o desastre. Os países-membros da UE disponibilizaram 1 milhão de euros em ajuda humanitária ao Equador.

O abalo sísmico de sábado é a pior tragédia ocorrida no país em 67 anos, desde o tremor de Ambato em 1949, que fez mais de 5 mil vítimas, destacou o presidente equatoriano.

 

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