UE vai prorrogar sanções contra Rússia

Retaliações adotadas em julho de 2014 após queda de voo MH17 da Malaysia Airlines na Ucrânia deverão ficar em vigor pelo menos até janeiro de 2017.

Embaixadores da União Europeia (UE) concordaram em prorrogar por mais seis meses as sanções econômicas contra a Rússia devido à ausência de progresso para resolver o conflito na Ucrânia, afirmaram nesta terça-feira (21/06) fontes diplomáticas.

As sanções, impostas em julho de 2014 após a queda do voo MH17 da Malaysia Airlines, afetam os setores de energia, financeiro e defesa do país. A investigação sobre o desastre aéreo concluiu que o avião foi abatido por um míssil no leste da Ucrânia disparado por separatistas pró-Russia.

A aprovação formal da prorrogação da medida deve ser confirmada nesta sexta-feira. As sanções deveriam expirar no final de julho e serão prorrogadas até o fim de janeiro de 2017. O prazo de duração foi vinculado a plena implementação de acordos de paz entre separatistas e o governo ucraniano.

A Rússia admite que as sanções têm grande impacto sobre sua economia, mas argumenta que, para todos, elas são mais prejudiciais do que benéficas, pois além de ser um obstáculo para melhorar as relações entre o país e o bloco, dificultam a solução de problemas comuns, como a ameaça do "Estado Islâmico" (EI).

Na semana passada, a União Europeia prorrogou por um ano, até junho de 2017, as sanções impostas à Rússia após a anexação da Crimeia em março de 2014. Entre as medidas, estão as proibições de exportação e importação de produtos entre países do bloco e península, de cooperações no setor de turismo, além de investimentos no local.

CN/afp/efe/rtr

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