Tribunal condena homem que atacou parada gay de Jerusalém à prisão perpétua

Judeu ultraortodoxo que matou a facadas uma adolescente e feriu outros participantes deve ainda pagar meio milhão de dólares em indenização às vítimas e familiares.

Um tribunal israelense condenou neste domingo (26/06) à prisão perpétua um judeu ultraortodoxo que esfaqueou várias pessoas que participavam da parada do orgulho gay de Jerusalém, provocando a morte de uma jovem de 16 anos.

O tribunal do distrito de Jerusalém condenou Yishai Schlissel, de 40 anos, à prisão perpétua pelo crime de assassinato e a mais 31 anos de prisão por seis tentativas de homicídio. Os crimes ocorreram em julho de 2015, durante o desfile gay em Jerusalém.

Ele também foi condenado a pagar cerca de meio milhão de dólares em reparações às vítimas e familiares.

Armado com uma faca, Schlissel atingiu Shira Banki, uma jovem de 16 anos que acabaria por morrer dias mais tarde, assim como outras cinco pessoas, que ficaram feridas. Segundo a corte, Schlissel foi movido por fanatismo cego. Ele disse que estava executando a vontade de Deus.

Schlissel já havia cometido um crime semelhante em 2005, quando feriu três pessoas na parada gay de Jerusalém, também a facadas. Na época, foi condenado a 12 anos de prisão e libertado depois de 10 anos por bom comportamento.

Poucas semanas depois, atacou novamente a parada gay, desta vez matando uma adolescente de 16 anos e ferindo outros participantes. A corte criticou a polícia por não ter impedido Schlissel de ir à parada, apesar da condenação anterior e de ele ter dito publicamente que era necessário impedir a realização do evento.

AS/lusa/dpa/afp/ap/rtr

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