Polícia analisa "contaminação" na ligação entre neonazista e caso Peggy

Cresce a suspeita de que o DNA de membro do grupo NSU tenha sido acidentalmente transferido para o local onde estavam os restos mortais da menina pelos próprios investigadores, durante coleta de provas.A polícia alemã afirmou nesta quinta-feira (27/10) que pode não haver ligação entre o ex-integrante do grupo neonazista Clandestinidade Nacional-Socialista (NSU, na sigla original) Uwe Böhnhardt e o assassinato da menina Peggy K., de 9 anos, em 2001, como havia sido sugerido há algumas semanas. Investigadores de Bayreuth afirmaram que vão analisar se houve "contaminação", ou seja, se o DNA de Böhnhardt foi acidentalmente transferido para o local onde estavam os restos mortais da menina pela própria polícia, durante a coleta de provas. A descoberta, no início do mês, de que o DNA de Böhnhardt aparecera num pedaço de tecido na cena do crime parecia abrir um novo capítulo nas investigações sobre o caso da menina, desaparecida em 2001. Restos do esqueleto de Peggy K. foram encontrados em julho passado numa floresta do estado alemão da Turíngia, a cerca de 15 quilômetros da residência da menina. Nesta quinta-feira, as emissoras BR e SWR e o site Spiegel Online informaram que os traços genéticos do suspeito podem ter sido transferidos acidentalmente para o local onde os restos mortais de Peggy foram encontrados com o uso de um equipamento também utilizado na investigação dos crimes atribuídos à NSU. A polícia não divulgou qual instrumento será analisado, mas BR, SWR e Spiegel Online afirmaram que a suspeita recai sobre um metro de carpinteiro. Essa ferramenta é utilizada para dar uma ideia de proporção nas fotos. A NSU é responsabilizada por dez mortes e dois ataques a bomba entre 2000 e 2007. As vítimas eram de origem estrangeira, além de uma policial alemã. Juntamente com Böhnhardt, faziam parte do grupo Uwe Mundlos e Beate Zschäpe. Os dois homens cometeram suicídio em 2011 para escapar da detenção pela polícia, e Zschäpe está sendo julgada em Munique. As investigações do caso NSU já haviam revelado que pessoas ligadas ao grupo são suspeitas de abuso sexual de crianças. A morte de Peggy é um dos casos não solucionados mais famosos da história da polícia alemã. Em 2001, a estudante de Lichtenberg, na Baviera, deixou sua escola ao fim da aula e desapareceu no caminho para casa. Seus restos mortais foram localizados somente em julho de 2016 numa floresta na fronteira da Turíngia com a Baviera por um catador de cogumelos. Segundo a polícia, o esqueleto dela não está completo e faltam peças da vestimenta e da mochila escolar. A polícia também diz que a menina não foi morta no local onde o esqueleto foi encontrado. Não foi esclarecido por quanto tempo ela esteve viva depois de desaparecer. RC/afp/dpa/ard

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